Político
populista, Ademar de Barros exerceu
grande influência no estado de São
Paulo em meados do século XX. Ademar
Pereira de Barros nasceu em Piracicaba
SP, em 22 de abril de 1901. Formado em
medicina pela Universidade do Brasil em
1923, fez pós-graduação durante quatro
anos na Universidade Popular de Berlim.
De volta ao Brasil, trabalhou no
Instituto Osvaldo Cruz, até 1932, quando
se engajou nas fileiras da revolução
constitucionalista. Com a derrota do
movimento, asilou-se no Paraguai e na
Argentina. Em 1934, elegeu-se deputado
pelo Partido Republicano Paulista. Mais
tarde fundou o Partido Republicano
Progressista, que se transformaria no
Partido Social Progressista (PSP).
Interventor em São Paulo durante o
Estado Novo, em 1947 elegeu-se
governador, com o apoio dos comunistas.
Candidatou-se em 1955 à presidência da
república pelo PSP, mas foi derrotado.
Elegeu-se em 1957 prefeito da capital
paulista; no ano seguinte candidatou-se
ao governo do estado e em 1960 novamente
à presidência, sendo derrotado nas duas
ocasiões. Foi eleito governador de São
Paulo pela segunda vez em 1962, depois de
haver apoiado no ano anterior o movimento
em favor da investidura de João Goulart
na presidência, após a renúncia de
Jânio Quadros. Participou, entretanto,
da conspiração que resultou no
movimento militar de 31 de março de
1964, o que não impediu que fosse
afastado do cargo pelo presidente Castelo
Branco e tivesse os direitos políticos
cassados por dez anos, sob a acusação
de corrupção. Ademar de Barros morreu
em 17 de março de 1969 em Paris, onde
passara a residir.
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