Este engenheiro agrônomo de origem japonesa foi
eleito presidente como candidato da coligação
eleitoral Câmbio 90. Depois dos fortes protestos
provocados por seu severo programa econômico
neoliberal, protagonizou em 1992 um golpe de
Estado e dissolveu o Parlamento, suspendeu a
Constituição e constituiu um "governo de
emergência para a reconstrução nacional".
No entanto, não conseguiu importantes avanços
em sua luta contra a crescente miséria de grande
parte da população. A prisão do líder do
grupo terrorista de ideologia esquerdista Sendero
Luminoso, Abimael Guzmán, desferiu um rude golpe
na guerrilha, argumento que utilizou na campanha
para as eleições parlamentares de 1992, que
venceu com a sua coligação Nueva Mayoría
Câmbio 90. A nova Constituição aprovada
por plebiscito em 1993 concede ao presidente do
país um papel fundamental. Fujimori venceu as
novas eleições presidenciais de 1995,
modificando a Constituição para tornar
possível sua eleição para um terceiro mandato.
O drama dos reféns, em princípio cerca de 490,
que a guerrilha Tupac-Amaru manteve em seu poder
vários meses (1996-1997) na embaixada japonesa,
desencadeou uma crise política da qual Fujimori
saiu fortalecido ao ordenar uma sangrenta
libertação. Os guerrilheiros exigiam que seus
companheiros presos fossem postos em liberdade e
protestavam também contra as péssimas
condições em que viviam amplas camadas da
população sob o governo de Fujimori.
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