Bartolomeu Bueno da Silva, explorador
brasileiro do século XVII. Aspirando
explorar o sertão goiano, organizou uma
bandeira e partiu para lá em 1682. Sendo
acompanhado de seu filho, que tinha
apenas 12 anos de idade. Descobriu muitas
minas de ouro naquela região, graças
aos seus esforços que foram
recompensados no seu empreendimento.
Conta a lenda que Bartolomeu. o
bandeirante procurava as
ambicionadas minas, quando deparou com
índios, que impediram a entrada da
bandeira em seu território. Anhanguera
percebeu que elas se encontravam
exatamente ali. Teve uma idéia: encheu
uma pequena vasilha de álcool e pos-lhe
fogo. Os índios acreditaram tratar-se de
água e diante da ameaça do bandeirante
de queimar-lhes os rios, renderam-se.
Não só permitiram a entrada dos
exploradores em seus territórios, como
ainda lhes revelaram a localização das
minas. Outra versão conta que o
bandeirante usou um recipiente de chifre
para conduzir água a qual encheu de
pólvora. Encostando-se a superfície do
rio e acendendo fogo à pólvora, deu aos
Índios a impressão de que a água
jorrava numa fonte de fogo. Deste modo
cognominou Anhanguera, que significa
"Diabo Velho" ou
"Espírito Maligno". Quarenta
anos depois seu filho voltou com uma
bandeira ao local das minas. Durante
três anos, essa nova expedição, sob o
comando do segundo Anhangüera, andou
pelos sertões à procura dos antigos
sítios descoberto. Não os encontraram,
mas chegaram a fundar um núcleo chamado
Barra, que em 1727 foi transferido para
as margens do rio Vermelho com o nome de
Santana, mais tarde se tornando a Vila
Bueno, que hoje é a cidade de Goiás.
Bartolomeu Bueno da Silva foi o último
dos grandes bandeirantes que desvendou os
caminhos para o oeste tornando conhecido
o alto sertão brasileiro.
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