Apesar da fama de que gozou em vida,
Vivaldi foi logo esquecido com o advento
do classicismo. Seus originais,
encadernados após sua morte em 27
volumes e vendidos a particulares, foram
redescobertos na década de 1920. Antonio
Lucio Vivaldi nasceu em 4 de março de
1678, em Veneza. Em 1703, ordenado
sacerdote, foi nomeado mestre de violino
do Ospedale della Pietà, instituição
veneziana que acolhia crianças
abandonadas, famosa por seu
conservatório musical. Impedido de
celebrar missa em decorrência de uma
doença crônica, provavelmente asma,
Vivaldi compôs a maior parte de suas
obras para os grupos musicais da
instituição e assim consolidou sua
reputação como compositor e maestro. A
partir de 1713, o diretor do coro do
Ospedale deixou seu posto e a Vivaldi foi
encomendada música vocal sacra. O
compositor criou mais de trinta cantatas,
oito motetes e um Stabat mater. No mesmo
ano, sua primeira ópera, Ottone in
villa, foi produzida em Vicenza. De 1718
a 1720, Vivaldi trabalhou em Mântua como
diretor musical e compôs várias
óperas. A década de 1720 correspondeu
ao auge de sua carreira. Novamente
radicado em Veneza, forneceu obras
instrumentais para toda a Europa. A
música instrumental do barroco tardio
deve a Vivaldi muitos de seus elementos
característicos. De sua obra
conservam-se quase 500 concertos,
compostos na maior parte para um
instrumento solista, orquestra de cordas
e contínuo. Destacam-se as coleções
L'estro armonico (1712), La stravaganza e
Il cimento dell'armonia e dell'inventione
(1720), que inclui os concertos
conhecidos como Le quattro stagioni (As
quatro estações). A partir de 1729,
parou de publicar suas obras, por
perceber que era mais lucrativo vender os
manuscritos a compradores particulares.
Na década de 1730, seguiu-se o
declínio. Vivaldi morreu em Viena, em 28
de julho de 1741. Seus concertos foram
tomados como modelos formais por vários
compositores do barroco tardio, inclusive
Bach, que transcreveu dez deles para
teclados.
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