Filho do professor Francisco Peixoto de
Magalhães e de D. Helena Celestino Magalhães,
Antonio Carlos Magalhães nasceu em 4 de setembro
de 1927, em Salvador, Bahia.
Formado em Medicina pela Universidade Federal da
Bahia , ACM, como é nacionalmente conhecido, é
casado com D. Arlete Maron de Magalhães, com
quem teve quatro filhos: Antonio Carlos Peixoto
de Magalhães Júnior, administrador, Teresa
Helena Magalhães Mata Pires, assistente social,
e, prematuramente falecidos, Luís Eduardo Maron
de Magalhães, advogado e político, e Ana Lúcia
Maron de Magalhães, advogada.
Sua primeira experiência na vida pública
começou durante o curso secundário, quando
presidiu do grêmio do Ginásio da Bahia. Na
universidade, foi representante de Diretório
Acadêmico e presidente do Diretório Central de
Estudantes.
Apesar de exercer a função de médico no
serviço público durante vários anos, ACM
também atuou como jornalista. Trabalhou como
redator do jornal "Estado da Bahia",
órgão dos Diários Associados. Também foi
redator de debates da Assembléia Legislativa
baiana.
ACM também teve atuação na vida acadêmica.
Foi assistente e depois professor adjunto da
Faculdade de Medicina da Universidade Federal da
Bahia. Sua carreira política se iniciou em 1954,
quando elegeu-se deputado Estadual em 1954 pela
extinta UDN ((União Democrática Nacional).
Em 1958, elegeu-se deputado federal, sendo
reeleito em 1962 e em 1966. Em 1967 foi nomeado
prefeito de Salvador. Em 1970 foi indicado para
ser governador do Estado da Bahia pela primeira
vez.
Logo após terminar seu mandato como governador,
foi nomeado em 1975 pelo então presidente da
República Ernesto Geisel para a presidência da
Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S.A).
Em 1978, foi novamente eleito governador da Bahia
por meio de um colégio eleitoral. Governou o
Estado entre os anos de 1979 e 1983.
Em 1995, foi nomeado pelo presidente José Sarney
para o cargo de ministro das Comunicações.
Permaneceu no cargo até março de 1990, quando
se licenciou para disputar, desta vez por meio de
eleições diretas, o governo da Bahia. Foi
eleito no primeiro turno.
Em 1994 foi eleito novamente senador da
República. Presidiu a Casa entre os anos de 97 a
2001. Em 30 de junho de 2001, durante as
investigações sobre a violação do painel
eletrônico do Senado, renuncia ao mandato para
preservar seus direitos políticos. Em 2002, foi
novamente reeleito para o Senado.
Morreu em 20 de julho de 1997 - São Paulo (SP) -
por falência múltipla de órgãos.
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