A rainha do soul, Aretha Franklin, nasceu no dia
25 de março de 1942 em Memphis. Filha do
reverendo C.L. Franklin, começou a cantar ainda
pequena na Igreja em Detroit onde seu pai
trabalhava. Aos 14 anos, gravou pela primeira vez
música gospel e fez algumas turnês de
divulgação. Com 19 anos, Aretha mudou-se para
Nova York, onde fechou um contrato com a Columbia
Records escoltada pelo produtor John Hammond.
Na primeira metade da década de 60, Aretha
lançou algumas músicas pela Columbia. A voz
impressionava a todos, mas o estilo não era
muito familiar, o pop. Em seis anos, ela emplacou
apenas um álbum, Rock-a-Bye Your Baby With
a Dizxie Melody. Era preciso mudar de
gravadora, a cantora assinou um novo contrato com
a Atlantic e, amparada pelo produtor Jerry
Wexler, começou a cantar soul e R&B.
O lançamento de I Never Loved A Man (The
Way I Love You) mostrou o lugar de Aretha
no mercado fonográfico: o topo. Com isso, montou
uma banda profissional e se tornou um símbolo da
música negra no mundo. Foram milhões de discos
vendidos e hits como Respect,
Baby I Love You, Chain of
Fools, entre muitos outros. Com a canção
Respect, Aretha ainda recebeu dois
Grammys.
A cantora passou por problemas pessoais no
início da década de 70, mas que não
atrapalharam os seus objetivos com a carreira.
Aretha continuou a emplacar hits, como
Bridge Over Troubled Water,
Dont Paly That Song e
Spanish Harlem. A partir daí, marcou
presença no Grammy entre 1969 e 1975. No final
da década de 70 o cenário de sucesso da cantora
mudou.
Os três últimos álbuns não fizeram o sucesso
que ela estava acostumada. La Diva
foi lançado em 1979, mesmo ano em que seu pai
foi assassinado. Em 1980, foi a hora de dar a
virada na carreira, quando estreou nos cinemas,
no filme The Blues Brothers, o que a
apresentou a um público mais jovem. No mesmo
ano, mudou de gravadora e foi para a Arista
Records, que a colocou de às paradas musicais
graças à música What A Fool
Believes.
O disco seguinte, Love All The Hurt
Away, trouxe um dueto com George Benson,
mas não repetiu o sucesso do anterior. Foi
preciso chamar os famosos produtores Luther
Vandross e Marcus Miller para colocar Aretha no
topo das paradas R&B. Eles foram os
responsáveis pelos dois discos seguintes,
Jump To It (1982) e Get It
Right (1983).
Whos Zoomin Who?,
lançado dois anos depois com produção de
Narada Michael Walden, se tornou o disco de maior
sucesso pela Arista. Aretha retornou às paradas
e ao Grammy com a música Freeway of
Love. No disco Aretha, ela fez
o dueto I Knew You Were Waiting (For
Me) com George Michael e, com esse e outros
sucessos, Aretha foi a primeira mulher incluída
no Rock and Roll Hall of Fame.
No meio de todo o sucesso, Aretha precisou lidar
com a tragédia de perder dois irmãos e seu
empresário em 1988. Apesar do sofrimento, Aretha
voltou ao estúdio. Além de seus discos, ela
cantou para Bill Clinton em 1993 e participou da
trilha sonora do filme Falando de
Amor. Ficou um tempo parada, mas voltou em
1995, quando recebeu o prêmio especial no Grammy
Lifetime Achievement. Em 1998,
lançou A Rose Is Still a Rose, que
foi bem criticado na época.
Aretha foi novamente convidada para participar da
nova versão do filme Blues Brothres
2000 e para a trilha sonora, a cantora
re-gravou Respect. Ainda em 1998, a
cantora lançou The Queen Of Soul e
esteve no projeto especial do canal VH-1,
Divas Live, ao lado de Celine Dion,
Mariah Carey, Gloria Stefan e Shania Twain. O
show foi apresentado pelo canal e lançado em CD
e DVD, o que mostrou ao público que Aretha ainda
era a rainha do soul.
Para encerrar a década, Aretha substituiu no
último minuto o cantor Luciano Pavarotti na
cerimônia do Grammy 98. Ela cantou o que estava
no programa, um trecho da ópera Nessun Dorma.
Após um período afastada, Aretha voltou aos
palcos para a gravação do Divas
Live em 2001. Desta vez com Janet Jackson,
Mary J. Blige, Jill Scott e Backstreet Boys.
Depois de 5 anos sem gravar a diva do soul music
lançou em 2003 o álbum So Damn
Happy, com faixas como No Matter
What, Everybody Somebody's,
além de Wonderful, que lhe rendeu
novamente um Grammy na categoria R&B. O disco
é o décimo segundo da carreira da cantora.
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