Poucas semanas depois de ser nomeado
comandante-chefe do Exército, Pinochet chefiou
um sangrento golpe de estado que derrubou
Salvador Allende e seu governo democrático da
Frente Popular (1973). Como chefe da Junta
Militar e presidente do Estado desde 1974, impôs
um regime ditatorial que reprimia com dureza
qualquer oposição. Em 1978, fez aprovar, por
meio de um plebiscito, sua permanência no cargo.
A nova Constituição que promulgou em 1981
permitiu-lhe manter-se na presidência por mais
oito anos. Depois do resultado negativo do
referendo de 1987 para promulgar seu mandato,
abandonou a presidência em 1990, em virtude do
estabelecido pela Constituição, mas manteve
até 1998 sua influência política, devido a seu
cargo de comandante-chefe do Exército, e,
juntamente com os restantes militares,
autoprotegeu-se de qualquer acusação penal por
violar gravemente os direitos humanos. Em 16 de
outubro de 1998, foi detido na Inglaterra, a
pedido do governo espanhol, que requisitou sua
extradição para a Espanha. Nesse país, é
acusado de ser responsável pelo assassinato de
cidadãos espanhóis ou de origem espanhola, que
viviam no Chile durante a ditadura militar (de
1973 a 1990).
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