Davis, que não se ajustava ao ideal de beleza de
Hollywood, mas que veio a fascinar pela
expressividade de seus olhos, interpretou
brilhantemente a mulher emancipada, muitas vezes
autoritária, que personificava a bad girl sem
escrúpulos. Em seus freqüentes confrontos com
os executivos dos estúdios, a atriz conseguiu
impor seu direito à escolha dos filmes, um
privilégio pouco usual na época. Os papéis em
que Bette Davis representou personagens com
personalidades próximas do absurdo (O Que Terá
Acontecido a Baby Jane?, de 1962) contam-se entre
as suas mais convincentes interpretações,
impressionantes do ponto de vista psicológico. A
atriz foi premiada em duas ocasiões com Oscars,
por sua atuação em Perigosa, em 1935, e em
Jezebel, de 1938.
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