Manoel de Borba Gato, foi um bandeirante
paulista do século XVII. Tomou parte
ativa da grande bandeira chefiada pelo
seu sogro: Fernão Dias Paes. O objetivo
desta bandeira era encontrar esmeraldas.
Entregou a Borba Gato os destinos da
expedição quando teve pressentimento
que iria morrer. Viveu praticamente nas
selvas, durante 20 anos, entre 1680 e
1700. Dom Rodrigo Castelo Branco, nobre
espanhol, enviado para que vistoriasse as
minas de ouro. No encontro de Borba Gato
com Dom Rodrigo houve grande discussão,
pois ambos eram de gênio impetuoso. Dois
pajens de Borba Gato, ao presenciar a
discussão violenta, temeram pela vida do
bandeirante, e acabaram por matar o nobre
espanhol. Borba Gato foi responsabilizado
pela morte de Dom Rodrigo e foi obrigado
a evadir-se do sertão, refugiando-se na
casa do seu tio, às margens do rio Doce.
Foi fundador dos povoados de Caeté e
Sabará, mais tarde conseguiu por
intermédio de sua família e amigos ser
indultado do crime que lhe era imputado.
Agradecido por ter sua liberdade
reabilitada, revela ao Governador a
localização das minas de ouro que
descobrira; assim pode retornar ao
convívio com seus familiares. O
governador nomeou-o Guarda-Mor, da
região das Minas, com a função de
recolher para a metrópole os quintos de
ouro, conforme mandava a lei; apesar de
uma vida de sacrifício e problemas, seus
dias terminaram em paz.
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