Cláudio Marzo nasceu na cidade de São Paulo.
Capital do estado do mesmo nome, em 26 de
setembro de 1940, em plena 2ª Guerra Mundial.
Sua família era de classe média, mas, por causa
da guerra, às vezes faltava açúcar e até
café. Seu pai era metalúrgico e a mãe dona de
casa. Ainda estava no ginásio, quando se
interessou por teatro e começou a trabalhar.
Conseguiu pequeninos papéis, no começo apenas
como figurante, na Organização Victor Costa,
que mais tarde se transformou em TV Globo. Ali
faziam o Tele-drama Três Leões,
onde eram encenadas peças inteiras, embora o
estúdio fosse muito exíguo. Já era um rapaz,
mas ainda bem jovem, quando a seguir foi pra a TV
Tupi de São Paulo, e começou a ganhar papéis
bem melhores. Por sua bonita figura, chegou mesmo
a ter um crescimento bem rápido na carreira.
Procurou estudar por conta própria, fez estudos
particulares de francês, por exemplo, pois
estava decidido a crescer. Foi para o Teatro
Oficina, onde estudou o método Stanislawsky, com
Eugenio Kusnet. Recebeu então uma proposta da TV
Globo, recém-inaugurada no Rio de Janeiro.
Cláudio Marzo considera que aí é que começou
realmente sua carreira. Fez as novelas: Eu
compro essa mulher; Sheik de
Agadir; Carinhoso, com Regina
Duarte. Fez então várias novelas com essa
atriz, que nessa época se transformou na
Namoradinha do Brasil. Era também
ligado ao teatro e fez: Dois perdidos numa
noite suja, de Plínio Marcos, tendo
viajado por todo o Brasil. Participou na novela
Irmãos Coragem, de Janete Clair,
grande sucesso; e inúmeras outras. Acabou por se
afastar temporariamente da TV Globo, tendo ido
para a TV Manchete, onde fez a novela:
Pantanal. Nessa novela fez três
papéis, e isso o enche de orgulho, pois nem os
próprios diretores acreditavam que ele pudesse
fazer, por exemplo, o Velho do rio,
depois de ter feito o Zé Leôncio e
o filho dele. Nesse tempo aproveitou bastante a
magia do Pantanal, pois sempre foi ligado à
natureza. Fez também muitas outras peças de
teatro, mas gosta de salientar: O tiro que
mudou a história, que é a fase da vida do
presidente do Brasil, Getulio Vargas, quando ele
morre. Essa peça foi encenada no Palácio do
Catete, mesmo lugar dos acontecimentos, e o
público assistia, a poucos passos dos
personagens, uma coisa muito importante. Em
cinema também fez sucesso e ganhou prêmios.
Entre outros fez: O homem nu, que foi
grande sucesso de público e bilheteria, filme de
seu amigo Hugo Carvana. Voltou novamente à
Globo, onde fez, entre outras coisas: A
Indomada, ao lado de Eva Wilma. Cláudio
Marzo foi casado com três mulheres, às quais
deu um filho a cada uma. Agora está casado, há
14 anos com Elinéia. Comprou há 27 anos um
sitio em Nova Friburgo, estado do Rio, e é lá
que passa o melhor tempo de sua vida. Ele se
define como um ser humano contemplativo,
sonhador, um homem que busca o equilíbrio, a
harmonia e o amor.
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