Carlos Drummond de Andrade nasceu em
Minas Gerais, na cidade de Itabira. Fez
lá seus primeiros estudos e em 1918 se
mudou para Friburgo e passou a estudar no
inernato do Colégio Anchieta. Um ano
depois é expulso após um incidente com
o professor de português. Drummond de
Andrade se forma em Farmácia a família
exigia um diploma; ele nunca exerceu a
profissão) e passa a lecionar História
e Geografia e sua cidade natal, mas em
1934 assume um cargo público no governo
Vargas. Burocrata toda a vida (se
aposentou em 1962, mas sempre foi
organizado), quando da morte do poeta
toda sua obra que seria publicada
postumamente estava bem organizada. Em
1945 tornou-se co-diretor do jornal do
comunista Luís Carlos Prestes e depois
passou a trabalhar no então Serviço do
Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional. Drummond foi cronista depois de
aposentado (antes também, mas
principalmente depois) e era preocupado
com a profissionalização do escritor,
tendo ajudado diversas fundações para a
classe. Além de cronista, o autor
também fez contos e escreveu um livro
infantil ilustrado por Ziraldo. Mas é
como poeta que ele se destaca. Sua obra
Alguma Poesia, de 1930, inaugura a
segunda fase do Modernismo. Nela aparecem
muitas características da primeira fase,
como o poema-piada, mas começam a
aparecer preocupações sociais e
políticas, como a crítica aos regimes
de exclusão então em pleno vapor e
crescendo. A partir de 1962 surgem
poesias com tendências concretistas
até, mas o melhor seria exemplificar
como o próprio autor divide e classifica
suas poesias e as temáticas destas: o
indivíduo, a terra natal, a família, os
amigos, o choque social, o conhecimento
amoroso, a poesia em si, exercícios
lúdicos e uma visão (ou tentativa de)
existência. Outras características de
sua obra incluem um fino humor, uma
angústia diante da morte, a capacidade
de surpreender o leitor e a monotonia da
vida.
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