Conhecido principalmente como compositor
e cantor de música popular, Chico
Buarque trilhou com êxito o caminho da
dramaturgia e incursionou pela literatura
ficcional. Uma das características
marcantes de sua obra como letrista é a
verossimilhança com que retrata o
imaginário feminino. Francisco Buarque
de Holanda, filho do historiador Sérgio
Buarque de Holanda, nasceu no Rio de
Janeiro em 19 de junho de 1944. Chegou à
vida universitária no início da década
de 1960, auge do movimento popular e
estudantil que precedeu o golpe militar
de 1964. Suas primeiras canções, como
Pedro pedreiro, impregnadas de
preocupações sociais, foram seguidas de
composições líricas como Olê, olá,
Carolina e A banda, esta uma das
vencedoras do II Festival de Música
Popular Brasileira (São Paulo, 1966). Ao
decretar-se o ato institucional nº 5, em
dezembro de 1968, a música popular
brasileira se polarizava em torno de dois
nomes e estilos: Caetano Veloso,
vanguardista e líder do tropicalismo, e
Chico Buarque, que freqüentemente
apelava para a música da década de
1930, especialmente a de Noel Rosa. Ambos
foram vítimas da censura do regime, que
lhes vetava grande parte das
composições, e se exilaram na Europa.
Com Vinícius de Morais e Toquinho, Chico
compôs o Samba de Orly, sua canção do
exílio. Para o teatro, Chico Buarque
compôs a música da peça Morte e vida
severina, de João Cabral de Melo Neto, e
do Romanceiro da Inconfidência, de
Cecília Meireles. Escreveu, com
parceiros, textos e música de Roda viva
(1967), Calabar (1973), Gota d'água
(1975) e Ópera do malandro (1979).
Publicou e encenou textos infantis e
escreveu a novela Fazenda modelo (1974) e
o romance Estorvo (1991).
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