A exposição realizada em 1874 no
estúdio parisiense do fotógrafo Nadar
foi pejorativamente qualificada pela
crítica como "impressionista"
devido ao quadro de Monet ali exposto,
"Impressão: o sol nascente",
que se acha no Museu Marmottan, em Paris.
O nome impressionismo tornou-se corrente,
e Monet passou a ser considerado chefe
dessa escola, uma das mais importantes da
história da pintura. Claude Monet nasceu
em Paris, em 14 de novembro de 1840.
Quando tinha cinco anos, sua família
mudou-se para Sainte-Adresse, perto do
Havre, e ali o futuro mestre começou a
pintar. Com menos de 15 anos Monet já
era conhecido em sua cidade por retratar
personalidades importantes. Duas
influências marcantes despertaram-lhe o
interesse pela luz e pela cor: descobriu
as gravuras do japonês Hokusai e a
pintura de Eugène Boudin, que o iniciou
na prática, então pouco comum, de
realizar estudos da natureza ao ar livre.
Em 1859 e 1860, o jovem pintor esteve em
Paris, onde se entusiasmou com a escola
de Barbizon, recusou-se a ingressar na
Escola de Belas-Artes e preferiu visitar
os locais freqüentados pelos inovadores
da época. Passou a trabalhar na Academia
Suíça, onde conheceu Camille Pissarro,
mas o serviço militar na Argélia
interrompeu-lhe a experiência. Em 1862,
Monet voltou a Paris para estudar no
ateliê do academicista Charles Gleyre,
onde conheceu Frédéric Bazille, Alfred
Sisley e Renoir. Levava então vida
nômade e de freqüentes dificuldades,
apesar do sucesso do retrato de Camille
Doncieux, sua mulher, ou de "A
varanda à beira-mar perto do Havre"
(1866). Para evitar a guerra
franco-prussiana, Monet foi para Londres,
onde fez contato com representantes das
vanguardas francesas e com o marchand
Paul Durand-Ruel, mais tarde seu agente.
Foi o tempo de "O Parlamento de
Londres" (1871), após conhecer as
obras dos mestres ingleses, inclusive
Constable e Turner. De volta à França,
Monet instalou-se em 1876 em Argenteuil,
à margem do Sena, e realizou suas mais
famosas séries, como "A estação
de Saint-Lazare" (1877), "Os
álamos" (1891) e "A catedral
de Rouen" (1892), em que as mesmas
cenas foram representadas em horas
diversas, em diferentes condições de
luz. Em sua casa em Giverny, também
perto do Sena, a partir de 1883 Monet
cultivou nenúfares, motivo de seus
últimos quadros, como a série
"Ninféias", que preludia a
arte abstrata, pintada quando o artista
já sofria graves distúrbios de visão.
Monet morreu em Giverny, em 5 de dezembro
de 1926.
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