Dorinha Duval nasceu artista. Desde menina
gostava de declamarar poesias, tocar piano e
dançar. O pai a incentivava e foi ele que a
influenciou. Estreiou em palcos ao lado de Cauby
Peixoto, estrelando musical de José Vasconcelos
e Zeloni, grandes comediantes da época, no
Teatro de Alumínio, em São Paulo, onde Dorinha
nasceu como vedete, consagrou-se e logo começou
a participar da TV Tupi de São Paulo, a
pioneira. Desde 1950 cantava e tocava Maracás,
na orquestra do maestro Robledo. Foi estrela dos
teatros de revista de Walter Pinto, Juan Daniel,
Carlos Lisboa e outros diretores de sucesso.
Participou também de filmes, com astros como
Mazaropi e Grande Otelo. Trabalhou nas TVs Tupi,
Excelsior e Rio, em programas importantes como
Time Square e Adoro a
Dora. Neste último, contracenava com
Daniel Filho, com quem mais tarde viria a se
casar, em segundas núpcias, pois havia se casado
pela primeira, em São Paulo, com o diretor de
TV, Mário Pamponet Júnior. O casamento com
Daniel Filho realizou-se em Lãs Vegas. E tiveram
uma filha Carla, que tornou-se também atriz.
Embora muito amiga de Daniel Filho, amizade que
preserva até hoje, divorciou-se e casou com o
publicitário Paulo Sérgio Garcia. Esse
casamento teve um fim tráfico, com a morte do
marido, que foi morto por Dora, em legítima
defesa. Por isso Dorinha foi condenada, mas após
alguns anos, conseguiu abrandamento da pena e
então endausurou-se em seu apartamento, no Rio
de Janeiro, onde dedica-se à meditação e à
prática de boas ações. Grande atriz, ótima
comediante, Dorinha Durval pode ser lembrada por
suas participações como uma das Irmãs
Cajazeiras, do Bem Amado, e
também como humorista , ao lado de Chico Anysio.
Dorinha Duval está preparando-se para narrar
toda sua vida no livro Em busca da
luz, onde ela contará ao público toda a
sua vida e sua história profunda e dramática.
|