Tinha
por mãe uma famosa "Tia", a
Tia Amélia do grupo das baianas da
Cidade Nova (Tia Ciata, Tia Presciliana
de Santo Amaro, Tia Gracinda, Tia
Verdiana...), que fundaram ranchos onde
aconteciam sessões de candomblé e
sambas. Donga, influenciado pelo
ambiente, ainda criança tocava violão,
cavaquinho e banjo, além de dançar um
partido-alto. Assíduo freqüentador da
casa de Tia Ciata, na rua Visconde de
Itaúna, foi ali que Donga, em 1916
compôs trecho do samba "Pelo
Telefone". O jornalista Mauro de
Almeida faria o resto da letra. Porém,
muitos reclamariam depois parte da
autoria (Sinhô, Pixinguinha, Tia
Ciata...). Em 1922, Pixinguinha monta o
grupo "Os Oito Batutas" tendo
Donga tocando violão-baixo. Com suas
marchas-rancho, chorinhos e sambas,
conquistam público e crítica, mudando o
nome depois para "Os Batutas".
Participa ainda da "Orquestra
Típica Pixinguinha-Donga" e em 1932
do "Grupo da Velha Guarda" e
dos "Diabos do Céu".
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