José Maria Eça de Queiroz, nasceu em
1845 na cidade de Póvoa do Varzim.
Formou-se em Direito na Universidade de
Coimbra, ligando-se a Antero de Quental e
Teófilo de Braga, a chamada "Escola
Coimbrã". Acabando o curso,
exercera a advocacia em Lisboa, dirigira
o jornal político "Distrito de
Évora", em 1867, e , assistira à
inauguração do canal de Suez em 1869,
durante uma viagem ao Oriente. Quando
regressou para Portugal, decidiu
ingressar no Corpo Diplomático, para o
que lhe foi necessário exercer as
funções de administrador de Conselheiro
durante aproximadamente 6 meses. Sua
passagem pela cidade de Leiria fica
registrada em "O CRIME DO PADRE
AMARO", obra saída a público em
1875 e considerada o seu primeiro livro
importante sob o ponto de vista do
expresso na sua conferência sobre o
Realismo. Após Leiria, é nomeado
cônsul em Cuba, em 1874 e na Inglaterra,
em 1878, e por fim, e Paris, onde vem a
falecer em 1900. Necessitando de um
instrumento verbal dúctil, viu-se
obrigado a submeter a língua portuguesa
a uma profunda mutação, tão profunda
como nunca antes acontecera, criando
assim sua obras em uma estética nova.
Algumas de suas obras: "O Crime do
Padre Amaro" - "O Primo
Basílio" - "O Mandarim" -
"A Relíquia" - "Os
Maias" - "A Cidade e as
Serras", entre outros.
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