Para muitos, Elis foi a maior cantora brasileira
de todos os tempos. Incomparável em técnica e
garra, a "Pimentinha", o "Furacão
Elis", como era chamada, lançou
compositores como João Bosco e Aldir Blanc,
Renato Teixeira, Fátima Guedes. A primogênita
do casal Romeu Costa e Ercy Carvalho Costa foi a
primeira pessoa a inscrever sua voz como
instrumento na Ordem dos Músicos.
Em 1956, passou a integrar o elenco fixo do
programa, Clube do Guri, da Rádio Farroupilha de
Porto Alegre. Em 1959, assinou seu primeiro
contrato profissional com a Rádio Gaúcha
também de sua cidade natal.
Em 1965, venceu o 1º. Festival Nacional de
Música Popular Brasileira (TV Excelsior) com
"Arrastão" (Edu Lobo e Vinícius de
Morais). Dois dias depois, estreou no Teatro
Paramount (SP) o show "Elis, Jair e Jongo
Trio", que, gravado ao vivo, se tornou o LP
"Dois na Bossa". Com sucesso do disco,
ela e Jair Rodrigues estrelaram o histórico
programa semanal "O Fino da Bossa".
O programa saiu do ar em junho de 1967, porém,
Elis continuou ao lado de Jair Rodrigues nos
três programas da série "Frente Única -
Noite da MPB" (TV Record). Em dezembro, aos
22 de idade, casou-se com Ronaldo Bôscoli, 16
anos mais velho. Logo, nasceu seu primeiro filho,
João Marcelo.
O casamento terminou em 1972 e, em 1974, casou-se
com o pianista César Camargo Mariano. Viveu em
São Paulo, onde nasceram: Pedro, em 1975; e
Maria Rita, em 1977. Em 1981, separou-se de
César.
Sua carreira internacional ficou mais importante
a partir de 1968, quando cantou nas TVs inglesa,
holandesa, belga, suíça e sueca. De volta à TV
Record, em 1969, fez a série de programas
"Elis Studio", dirigida por Miéle e
Bôscoli. Em maio, viajou para Londres, onde
gravou um LP com o maestro inglês Peter Knight.
Em junho, na Suécia, gravou um LP com o gaitista
Toots Thielemans.
"Elis & Tom", disco com Tom Jobim,
saiu em 1974. Na inauguração do Teatro
Bandeirantes (SP), cantou ao lado de Chico
Buarque, Maria Bethânia, Tim Maia e Rita Lee. No
ano seguinte, lançou "Falso
Brilhante", em disco e nos palcos, show que
assistido por 280 mil pessoas.
Pela TV Bandeirantes, em 1979, demonstrou a sua
intimidade com São Paulo em um programa no qual
passeava pela cidade com Adoniran Barbosa e
visitava Rita Lee. E participou do Show de Maio,
com renda revertida para o fundo de greve dos
metalúrgicos de São Paulo, no estúdio da Vera
Cruz, em São Bernardo do Campo, para 5 mil
pessoas.
Naquele ano, gravou "O Bêbado e a
Equilibrista", imediatamente apelidado de
"Hino da Anistia". No 13º Festival de
Jazz de Montreux, na Suíça, foi aplaudida por
11 minutos. Para agradecer a platéia, fez uma
jam session com Hermeto Pascoal.
Em 1980, o show "Saudade do Brasil"
reuniu no palco 24 músicos e bailarinos. No ano
seguinte, fez o espetáculo "Trem
Azul", com cenário de Elifas Andreato. Teve
morte repentina, em 19 de janeiro de 1982. Foi
velada no Teatro Bandeirantes, e vestia a
camiseta proibida pela ditadura militar no show
"Saudade do Brasil": a bandeira
brasileira, com seu nome escrito no lugar de
"Ordem e Progresso".
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