Rainha da Inglaterra e da Irlanda
(1533-1603). A última das governantes da
dinastia Tudor, durante seu reinado a
Inglaterra torna-se uma potência
mundial. Filha de Henrique VIII e sua
segunda esposa, Ana Bolena, que foi
decapitada quando Elizabeth (nascida
Isabel) tinha 3 anos. Nasce em Greenwich,
perto de Londres, passa a infância fora
da Corte, estuda línguas, música e
dança. Volta à Corte ao cair nas
graças da sexta esposa de Henrique VIII,
Catherine Parr, e sobe ao trono em 1558,
após a morte de seus meio-irmãos
Eduardo VI e Maria I. Implanta
definitivamente o protestantismo e a
Igreja Anglicana na Inglaterra. Enérgica
e autoritária, persegue católicos e
membros da seita presbiteriana dos
puritanos. Temendo conspirações dos
católicos, aprisiona e manda decapitar
em 1587 Mary Stuart, sua prima e rival,
rainha católica da Escócia. É o
pretexto para a declaração de guerra do
católico Felipe II, rei da Espanha, que
tenta combater as incursões inglesas nos
territórios coloniais espanhóis. A
vitória sobre a frota espanhola, a
Invencível Armada, em 1588, abre caminho
para a Inglaterra se tornar potência
colonizadora do Novo Mundo e estabelecer
sua supremacia marítima. Elizabeth
desenvolve o comércio e a indústria e
incentiva o renascimento das artes e a
liberação dos costumes. A Bolsa de
Londres, aberta em 1566, torna-se um dos
principais centros financeiros da Europa.
A Companhia das Índias, criada em 1600,
expande o comércio externo. Durante seu
reinado, a literatura tem um grande
florescimento. São do chamado período
elizabetano as obras de William
Shakespeare, Edmund Spenser e Christopher
Marlowe. Elizabeth jamais se casou, e é
conhecida como a "Rainha
Virgem".
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