Higienista, nasceu no dia 11 de abril de
1862 em Pindamonhangaba, São Paulo
Faleceu no dia 19 de fevereiro de 1925 em
São Paulo. Formou-se pela faculdade de
medicina em 1887, no Rio de Janeiro.
Estabeleceu-se no interior de São Paulo
e já de início, destacou-se no combate
a febre amarela nas cidades: São
Caetano, Pirassununga, Campinas e Jaú.
Desenvolveu-se notavelmente no combate à
febre amarela. Logo depois, foi nomeado
diretor do Serviço Sanitário onde
exerceu esse cargo por 19 anos. Prestou
valiosa cooperação ao Instituto
Butantan. Sua atividade foi
impressionante, para erradicar as
epidemias que assolavam o Estado.
Comissões foram providenciadas, para que
comparecessem aos locais onde se
registravam as epidemias, procedendo à
farta distribuição de vacinas
produzidas no Instituto Vacinogênico.
Propôs que fosse criado o Instituto
Sérum Teráfico do Butanlan, ao perceber
a necessidade de um estabelecimento
ideal. Executou importantes experiências
afim de confirmar que a febre amarela era
transmitida pelo Stegomia Calopus. Seus
estudos sobre a lepra são de vital
importância. Deixou várias obras tanto
relativas à febre amarela, como a lepra,
febre tifóide e outras. Num gesto de
abnegação e para confirmar a teoria da
transmissão da febre amarela,
submeteu-se as picadas dos mosquitos
portadores do Stegomer Calopus, não se
importando com as conseqüências, que
poderiam advir para a sua saúde. Na
ocasião de Osvaldo Cruz promoveu a
Campanha contra a febre amarela no Rio, a
mesma é realizada em São Paulo por
Ribas. Para o Brasil é motivo de orgulho
ter sido o berço desse grande cientista
que não pôde descansar, que não pôde
pensar em si sabendo que muitos sofriam e
abatiam lentamente, sem esperança de
cura. Em especial, também dedicou à
assistência à maternidade à infância
e aos leprosos; percebendo a gravidade
que o problema representava. Seu nome
completo: Emilio Marlondes Ribas.
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