Fernando Collor de Mello nasceu no Rio de
Janeiro, em 12 de agosto de 1949, em uma família
com tradição política. Conclui o estudo
secundário em Brasília, em 1968, e cursou
economia na Universidade de Brasília. Em 1973,
assumiu o comando do jornal da família em
Maceió, a Gazeta de Alagoas.
Iniciou sua carreira política como prefeito
nomeado de Maceió em 1979 e, três anos depois,
foi eleito deputado federal pelo PDS (Partido
Democrático Social).
Em 1986, ganhou a eleição para governar Alagoas
pelo PMDB (Partido do Movimento Democrático
Brasileiro). Durante sua gestão, ganhou
popularidade nacional como o "caçador de
marajás", devido à repercussão de seu
programa de combate à corrupção de
funcionários públicos que recebiam salários
milionários.
Candidatou-se à presidência da República em
1989 pelo PRN (Partido da Renovação Nacional) e
derrotou Luís Inácio Lula da Silva, do PT
(Partido dos Trabalhadores), no segundo turno das
primeiras eleições diretas para presidente do
Brasil. Assumiu o cargo adotando medidas
econômicas drásticas e impopulares, como o
bloqueio dos saldos das contas bancárias de
pessoas físicas e jurídicas. O
"confisco", como ficou conhecida a
medida, foi uma sugestão da então ministra da
economia, Zélia Cardoso de Mello.
A gestão de Collor foi marcada por uma série de
escândalos e suspeitas de corrupção. As
denúncias ganharam força em abril de 1992,
quando Pedro Collor, irmão do presidente,
revelou a existência do "esquema PC"
de tráfico de influência e irregularidades
financeiras, organizado por Paulo César Faria
ex-tesoureiro da campanha.
Em 2 de outubro de 1992, foi afastado
temporariamente da presidência da República, em
decorrência da abertura do processo de
impeachment na Câmara dos Deputados. Renunciou
ao cargo de presidente em 29 de dezembro o mesmo
ano -horas antes de ser condenado pelo Senado por
crime de responsabilidade. Teve seus direitos
políticos cassados, tornando-se inelegível por
oito anos. Em seu lugar, assumiu o então
vice-presidente, Itamar Franco.
Collor tentou concorrer à prefeitura de São
Paulo nas eleições de 2000, mas foi impedido
pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
|