Escritor norte-americano (1896-1940).
Principal cronista da vida da alta
sociedade dos EUA nos anos 20, por ele
definidos como era do jazz.
Pelo estilo de vida boêmio, torna-se
espécie de ídolo da chamada
geração perdida, que
proclama a falência do sonho
norte-americano de uma sociedade
harmônica. Filho de um fazendeiro do sul
e de uma rica católica irlandesa,
freqüenta as melhores escolas, mas sem
interesse. Entra para a Universidade de
Princeton, mas não acaba nenhum curso.
Abandona os estudos para se alistar no
Exército em 1917. Num campo de
treinamento no Alabama, conhece Zelda
Sayre, com quem se casa. Desmobilizado de
suas funções militares, tenta seguir a
carreira publicitária até publicar o
primeiro romance, Este Lado do Paraíso
(1920). O livro é um sucesso e ele ganha
muito dinheiro. Passa a ser porta-voz dos
jovens intelectuais revoltados com a
sociedade. Em 1922 escreve Belos e
Malditos. Em 1924 parte para a França,
como outros artistas norte-americanos, e
leva uma vida agitada. Escreve O Grande
Gatsby (1925), que hoje é considerado
sua obra-prima, mas vende pouco na
época. Passa um longo período apenas
fazendo textos para revistas. Em 1934,
publica Suave é a Noite (1925), outro
fracasso de vendagem. De volta aos EUA,
em 1937, Fitzgerald escreve roteiros para
filmes de Hollywood. Enfraquecido pelo
álcool, morre em 1940, após duas
tentativas de suicídio em 1936. Abalada
emocionalmente nos últimos anos, sua
mulher Zelda interna-se várias vezes
para tratamento e morre num incêndio em
um hospício em 1948. Fitzgerald deixa
inacabado seu livro O Último dos
Magnatas.
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