Orador, revolucionário político,
publicista brasileiro. Nasceu em Recife,
Pernambuco no ano de 1779, faleceu no dia
13 de Janeiro de 1825. Foi professor de
Geometria e Retórica; pertencia a ordem
dos carmelitas. Em 1817, envolvendo-se no
movimento revolucionário de Pernambuco,
foi preso e condenado, sendo nesta
ocasião enviado para a Bahia onde
cumpriu a pena de quatro anos.
Regressando a Recife envolveu-se
novamente na política. Proclamada a
Independência do Brasil assumiu o
Governo Provisório de Pernambuco.
Descoordenado com a orientação
política de D. Pedro I questiona uma
obstinada campanha através da imprensa.
Essa atitude naturalmente o tornou mal
visto aos olhos do Governo Imperial.
Surgiu novo movimento revolucionário em
1824; foi um dos grandes revolucionários
da Confederação do Equador. Caneca não
conseguiu ocultar seus ímpetos
políticos, atirou-se inteiramente à
campanha com objetivo de concretizar seus
ideais. O movimento foi sufocado pelo
governo quando sobreveio a derrota. Foi
preso, condenado e aprisionado, levado a
julgamento por uma comissão militar.
Comprometido com o movimento
revolucionário, viu-se condenado à
sentença máxima (a forca). Nenhum
escravo ou condenado teve coragem de
condená-lo, decidiu-se então que seria
fuzilado. E assim, tombou um dos maiores
heróis que o Brasil já teve. Escreveu:
Dissertação Sobre o Que se Deve
Entender por Pátria, De Um
Cidadão e Deveres Deste para com a
Pátria, Itinerário de uma
Viagem ao Ceará, Tratado de
Eloqüência, História da
Província de Pernambuco,
Cartas de Pitia a Damão e
etc. Seu nome: Frei Joaquim do Amor
Divino Rabelo Caneca.
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