Político e militar revolucionário
italiano nascido em Nice(4/7/1807), na
época pertencente à Itália, em uma
família de pescadores. Começa
trabalhando como marinheiro e, entre 1833
e 1834, serve na Marinha do rei do
Piemonte. Ali, sofre influências de
Giuseppe Mazzini, líder do Risorgimento,
movimento nacionalista de unificação da
Itália, na época dividida em vários
Estados absolutistas. Em 1834 lidera uma
conspiração em Gênova, com o apoio de
Mazzini. Derrotado, é obrigado a
exilar-se em Marselha (1834), de lá
partiu para o Rio de Janeiro, chegando
(1835) e, em 1836, para o Rio Grande do
Sul, onde luta ao lado dos farroupilhas
na Revolta dos Farrapos e se torna mestre
em guerrilha.Três anos depois, vai para
Santa Catarina auxiliar os farroupilhas a
conquistar Laguna. Lá conhece Ana Maria
Ribeiro da Silva, conhecida como Anita
Garibaldi, que deixa o marido para
segui-lo.Anita destacou-se por sua
bravura participando ao lado dele das
campanhas no Brasil, no Uruguai e na
Europa. Dirigiu as defesas de Montevidéu
(1841) contra as incursões de Oribe,
ex-presidente da República, então a
serviço de Rosas, o ditador da
Argentina. Voltou à Itália (1847) e
integrou-se às tropas do papa e do rei
Carlos Alberto. Regressou à Itália
(1848) para lutar pela independência de
seu país contra os austríacos.
Derrotado, perseguido e preso, perdeu
também a companheira Anita (1849), morta
em batalha. Refugiou-se por cinco anos
nos Estados Unidos e depois no Peru, até
voltar à Europa (1854). Numa nova guerra
contra a Áustria (1859), assumiu o posto
de major-general e dirigiu a campanha que
terminou com a anexação da Lombardia
pelo Piemonte. Comandou célebres camisas
vermelhas (1860-1861) que utilizando
táticas de guerrilha aprendidas na
América do Sul, conquistou a Sicília e
depois o reino de Nápoles, até então
sob o domínio dos Bourbons. Conquistou
ainda a Umbria e Marcas e no reino
sulista das Duas Sicílias, porém
renunciou aos territórios conquistados,
cedendo-os ao rei de Piemonte, Vítor
Emanuel II. Liderou uma nova expedição
contra as forças austríacas (1862) e
depois dirigiu suas tropas contra os
Estados Pontifícios, convencido de que
Roma deveria ser a capital do
recém-criado estado italiano. Na batalha
de Aspromonte foi ferido e aprisionado,
mas logo libertado. Participou depois da
expedição para a anexação de Veneza.
Em sua última campanha, lutou ao lado
dos franceses (1870-1871), na guerra
franco-prussiana. Participou da batalha
de Nuits-Saint-Georges e da libertação
de Dijon. Por seus méritos militares foi
eleito membro da Assembléia Nacional da
França em Bordéus, mas voltou para a
Itália elegeu-se deputado no Parlamento
italiano em 1874 e recebe uma pensão
vitalícia pelos serviços prestados à
nação. Morre em Capri em 2 de junho de
1882.
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