Filha de Jawaharlal Nehru, Indira (sem qualquer
parentesco com Mahatma Gandhi) iniciou a carreira
política como Dcolaboradora de seu pai e foi
ministra da Informação no gabinete de Lal
Bahadur Shastri de 1964 a 1966, sucedendo-lhe em
1966 na chefia do Partido do Congresso e como
primeira-ministra. As graves divergências com os
conservadores, por sua política de socialismo
estatal, dividiram o Partido do Progresso em
1969. Nacionalizou os bancos e em 1971 assinou um
tratado de amizade com a União Soviética. No
conflito com o Paquistão (Zulfikar Ali-Khan
Bhutto), Indira Gandhi prestou apoio militar ao
movimento de secessão do Leste do país,
liderado por Mujibur Rahman, que se tornou
independente em 1971 com o nome de Bangladesh. Na
política interna combateu com grande rigor os
problemas econômicos e sociais provocados pela
explosão demográfica e pela corrupção; uma
das medidas empreendidas foi a esterilização
maciça obrigatória. Em 1975, condenada por
fraude eleitoral, Indira Gandhi decretou o estado
de sítio, governou de forma quase ditatorial,
promoveu o culto da personalidade e nomeou seu
filho Sanjay Gandhi como sucessor. Com a derrota
nas eleições de 1977, dividiu novamente o
Partido do Congresso e à frente do novo partido
obteve em 1980 uma esmagadora vitória nas urnas.
Durante seu último mandato agravaram-se os
conflitos internos e os confrontos violentas
entre os diversos grupos étnicos e religiosos.
Na seqüência do assalto ao Templo Dourado dos
sikhs, em Amristar, por tropas governamentais,
foi assassinada por elementos sikhs da sua
própria guarda pessoal. Sucedeu-lhe seu filho
Rajiv Gandhi, que preparara para o cargo após o
acidente fatal sofrido por Sanjay.
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