Escritor irlandês (1882-1941). Autor de
Ulisses, considerada a obra que inaugura
o romance moderno e uma das mais
importantes da literatura ocidental. De
família católica, recebe em Dublin uma
rígida formação com padres jesuítas,
contra a qual mais tarde se rebela. Em
1902, vai a Paris estudar Medicina, mas
abandona o curso para dedicar-se à
Literatura. No ano seguinte volta a
Dublin e, em seguida, muda-se para
Zurique e depois para Trieste, onde se
sustenta dando aulas de inglês. Suas
primeiras experiências literárias são
conservadoras, marcadas pela influência
do realismo de Ibsen e pelos simbolistas.
É o caso dos poemas de Chamber Music
(1907), seu primeiro livro. Em 1914, sai
a coletânea de contos Dublinenses e, em
1916, Retrato do Artista quando Jovem,
reminiscências de sua infância e
adolescência em Dublin e que já adianta
procedimentos desenvolvidos em Ulisses .
Esta obra é publicada em 1922, na
França. A ação do livro passa-se em um
único dia, 16 de junho de 1904, em
Dublin. Seus personagens, Stephen
Dedalus, Leopold Bloom e Molly Bloom,
enfrentam situações correspondentes aos
episódios da Odisséia, de Homero. Nessa
obra, Joyce reinventa a linguagem e a
sintaxe. Radicaliza a linguagem
narrativa, explorando processos de
associação de imagens e recursos
verbais, paródias estilísticas e o
fluxo da consciência. Também incorpora
teorias da psicanálise freudiana sobre o
comportamento sexual. O livro é proibido
no Reino Unido e nos Estados Unidos, onde
só é liberado em 1936. Joyce sofre
seguidas cirurgias em razão de problemas
na visão. Sua última obra é Finnegans
Wake (1939), na qual leva às últimas
conseqüências as inovações estéticas
e lingüísticas apresentadas em Ulisses.
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