Jânio Quadros nasceu em 25 de janeiro de 1917,
em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, filho de
paranaenses de classe média. Estudou em Curitiba
e em São Paulo, para onde se mudou na década de
30. Formou-se em direito em 1939, trabalhou como
advogado na capital paulista antes de entrar para
a vida pública. Foi eleito vereador em 1947,
deputado estadual em 1950, prefeito de São Paulo
em 1953 e governador em 1954.
Orador carismático, fez sucesso entre os
eleitores com sua pregação sobre a moralidade
administrativa. Classificado por estudiosos como
populista, nas campanhas eleitorais aparecia
comendo sanduíches em botequins.
Em sua primeira disputa pela prefeitura paulista,
conquistou grande popularidade ao usar uma
vassoura como símbolo da limpeza que prometia
fazer nos órgãos públicos. Seu lema durante a
campanha à presidência da República era
"varrer a corrupção".
Eleito com 48% dos votos, resultado que superou o
recorde da época para o Brasil, tomou posse em
janeiro de 1961. Renunciou sete meses depois,
alegando sofrer pressão de "forças
terríveis".
Entre os historiadores, a análise mais aceita é
a de que Jânio queria governar com maior
autonomia e poderes em relação ao Congresso.
Sob essa ótica, o ato da renúncia teria sido
apenas uma manobra estratégica adotada pelo
político, que acreditava que o pedido não seria
aceito pela população, que o prezava, nem pelos
conservadores, que temiam a posse do vice, João
Goulart, considerado esquerdista. De acordo com a
teoria, Jânio poderia ter usado a tentativa com
a intenção de voltar mais forte.
Seu breve governo foi ambíguo, caracterizado por
uma política interna conservadora de combate à
inflação e por ações externas progressistas
de aproximação com países de regime socialista
e de defesa aberta de Cuba em seu confronto com
os Estados Unidos. Em 1964, Jânio teve seus
direitos políticos cassados pelo Regime Militar.
Retornou à vida pública no fim da década de
70. Em 1982, perdeu a disputa pelo governo
paulista, mas conseguiu sua última vitória
política em 1985, quando foi eleito prefeito de
São Paulo. Morreu em 16 de fevereiro de 1992, na
capital paulista.
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