Antes de conseguir a vitória nas eleições
presidenciais disputadas com o presidente
republicano Gerald Ford, o democrata Jimmy
Carter, plantador de amendoins, foi governador de
seu Estado natal, a Geórgia, de 1971 a 1974.
Carter, de firmes convicções religiosas
(batistas) e levado por uma intensa vontade de
reconciliação, tentou introduzir uma dimensão
moral na política mundial. Exercendo pressões
econômicas e diplomáticas, conseguiu que em
alguns Estados autoritários, entre os quais se
incluía a URSS, se respeitassem os direitos
humanos. Do mesmo modo, acelerou a queda das
ditaduras na Nicarágua, nas Filipinas e no Irã.
Carter foi mediador no tratado de paz subscrito
por Israel e pelo Egito (Acordos de Camp David,
1978), estabeleceu relações diplomáticas com a
China e assinou com a URSS o acordo SALT II sobre
o controle de armas, embora no final não tivesse
sido confirmado devido à entrada de tropas
soviéticas no Afeganistão em 1979. A crise dos
reféns norte-americanos (pertencentes ao corpo
diplomático) em Teerã, que se prolongou durante
mais de um ano, o fracasso de muitas de suas
reformas, a queda do dólar e a crise energética
influíram na esmagadora derrota de Carter por
Ronald Reagan nas eleições presidenciais de
1980. Na qualidade de mediador em crises
internacionais, Carter conseguiu impor em
numerosas ocasiões seus elevados princípios
morais (conflito acerca do programa atômico da
Coréia do Norte, destituição da Junta do
Haiti, acordo de cessar-fogo na
Bósnia-Herzegovina, todos em 1994).
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