Heroína da independência nacional nascida em
Salvador, Bahia, a primeira mártir a tombar no
solo bahiano e que sacrificou a própria vida na
defesa da clausura do convento da Conceição da
Lapa, na Bahia contra o exército português. De
família abastada, era filha de José Tavares de
Almeida e de Catarina Maria da Silva, aos 20 anos
optou pela vida monástica (1782), entrou para o
noviciado no Convento de Nossa Senhora da
Conceição da Lapa, na capital baiana e
tornou-se franciscana do ramo das Clarissas.
Após o noviciado foi irmã, escrivã, vigária e
abadessa do convento da Conceição. Com a
revolta dos soldados brasileiros contra a
nomeação no início do ano do brigadeiro
lusitano Inácio Luís Madeira de Melo para
comandante das armas da província (1822),
soldados portugueses, sob o pretexto de haver
patriotas escondidos no convento, derrubaram a
porta a golpes de machado. Ocupava a direção do
Convento, em fevereiro, quando à entrada da
clausura, enfrentou os soldados lusitanos, que
tinham vindo para Salvador desde o Dia do Fico, e
teve o peito trespassado de baionetas.
Esvaindo-se em sangue foi levada para um sofá de
palhinha, que ainda pode ser visto, e faleceu
pouco depois, tornando-se, assim, a primeira
mártir da grande luta que continuaria, até a
definitiva libertação da Bahia, no ano
seguinte. No centenário de sua morte a Imprensa
Oficial do Estado da Bahia publicou o livro Joana
Angélica, a primeira heroína da Independência
do Brasil, de Bernardino de Sousa.
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