Sumo Pontíficie O primeiro papa não
Italiano desde 1523 A sua enorme energia,
número de viagens sem precedentes e
forte conservadorismo religioso ajudaram
a espalhar a influência do posto Papal
tanto no mundo Católico como no mundo
não Católico. Karol Wojtyla, nasceu no
dia 18 de Maio de 1920 em Wadowice,
Polónia. Estudou poesia e drama na
Universidade Jagieloniana. Durante a
Segunda Guerra Mundial (1939- 1945),
completou o curso universitário no
Instituto Angelicum de Roma e doutorou-
se em teologia na Universidade Católica
de Lublin. Até ser nomeado bispo
auxiliar de Cracóvia em 1958, foi
capelão universitário e professor de
ética em cracóvia e Lublin. A forma
filosófica, que integrava os métodos e
perspectivas de fenomenologia na
filosofia Tomistica, de gerir as
questões que se lhe apresentavam no dia
a dia, estão relacionadas com a sua
"devoção" ao pensador Alemão
Mas Scheler. Em 1964, Wojtyla assume as
funções de arcebispo de Cracóvia, e em
1967, chega a cardeal. Um activo
participante no Conselho Vaticano
Segundo, representou igualmente a
Polónia em cinco sinodos internacionais
de bispos entre 1967 e 1977. Foi eleito
Papa a 16 de Outubro de 1978, sucedendo a
João Paulo I. Wojtyla adoptou então o
nome João Paulo II. A 13 de Maio de
1981, foi atingido a tiro e gravemente
ferido durante uma tentativa de
assassinato quando entrava na Praça de
São Pedro, no Vaticano. João Paulo II
publicou livros de poesia e, sob o
pseudónimo Andrzej Jawien, escreveu uma
peça de teatro, "A Loja do
Ourives" (1960). Os seus escritos
éticos e teológicos incluem "Amor
Frutuoso e Responsável" e
"Sinal de Contradição", ambos
publicados em 1979. A sua primeira
Encíclica, "Redemptor Hominis"
(Redentor dos Homens, 1979), explica a
ligação entre a redenção por Cristo e
a dignidade humana. Enciclicas
posteriores defendem o poder da
misericórdia na vida dos homens (1980),
a importância do trabalho como
"forma de santificação"
(1981), a posição da igreja na Europa
de Leste (1985),os males do Marxismo,
materialismo e ateísmo (1986) o papel da
Virgem Maria como fonte da unidade
Cristã (1987), os efeitos destructivos
da rivalidade das superpotências (1988),
a necessidade de reconciliar o
capitalismo com a justiça social (1991)
e uma argumentação contra o relativismo
moral (1993). A 11ª encíclica de João
Paulo II, "Evalegium Vitae"
(1995), reitera a sua posição contra o
aborto, controlo de natalidade,
fertilização in vitro, engenharia
genética e eutanásia. Defende também
que a pena capital nunca é
justificável. A sua 12ª encíclica,
"Ut Unum Sint" (1995) refere
temas que continuam a dividir as igrejas
Cristãs, como os sacramentos da
Eucaristia, o papel da Virgem Maria e a
relação entre as Escrituras e a
tradição. Nos anos 80 e 90, João Paulo
II efectuou várias viagens, incluindo
visitas a África, Ásia e América; em
Setembro de 1993 deslocou- se às
repúblicas do Báltico na primeira
visita papal a países da ex- União
Soviética. João Paulo II influenciou a
restauração da democracia e liberdades
religiosas na Europa de Leste,
especialmente na sua Polónia natal.
Reagindo ferozmente à dissidência no
interior da Igreja, reafirmou os
ensinamentos Católicos Romanos contra a
homossexualidade, aborto e métodos
"artificiais" de reprodução
humana e controlo de natalidade, assim
como a defesa do celibato dos padres. No
ano 2000, o Ano Sagrado em que a Igreja
reflectiu os seus 2000 anos de História,
João Paulo II pediu perdão pelos
pecados cometidos pelos Católico
Romanos. Apesar de não ter mencionado
erros específicos, diversos cardeais
reconheceram que o papa se referia ás
injustiças e intolerância do passado
relativamente aos não-Católicos. Nestes
males reconhece- se o período das
Cruzadas, da Inquisição e a apatia da
igreja. O pedido de desculpas precedeu
uma deslocação de João Paulo II à
Terra Santa. João Paulo II resistiu à
secularização da igreja. Ao redifinir
as responsabilidades da laicização, dos
padres e das ordens religiosas, rejeitou
a ordenação das mulheres e opôs- se à
participação política e à
manutenção de cargos políticos pelos
padres. Os seus movimentos ecuménicos
iniciais foram dirigidos para a Igreja
Ortodoxa e para o Anglicanismo, e não
para o Protestantismo Europeu. Atacado
pelo Mal de Parkinson, morreu aos 84
anos, no Vaticano, após dois dias de
agonia, às 21h37 de Roma, 16h37 de
Brasília, do dia 2 de abril, em seus
aposentos no Palácio Apostólico. Foi
sem dúvida um dos maiores nomes da
Igreja Católica de todos os tempos e uma
dos mais influentes autoridades mundiais
do século XX e princípios do XXI.
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