"O povo gosta de luxo; quem gosta de
miséria é intelectual." Considerado o
maior carnavalesco de nossa história, Joãozinho
Trinta é também uma figura única da cultura
popular brasileira - filósofo e crítico da
nossa sociedade.
Nascido numa família pobre de São Luís do
Maranhão, João Jorge Trinta desde cedo
fabricava seus próprios brinquedos, de onde
surgiu seu gosto pelas formas, cores e materiais.
Em 1951, mudou-se para o Rio de Janeiro, para
estudar dança clássica no Teatro Municipal.
Durante 25 anos, tomou parte no Corpo de Baile do
Teatro Municipal e encenou duas óperas, "O
Guarani", de Carlos Gomes, e
"Aída", de Giuseppe Verdi.
Joãozinho Trinta ingressou na Escola de Samba
Acadêmicos do Salgueiro para realizar o Carnaval
em 1961, ganhando seu primeiro título de
campeão.
Transferiu-se depois para a Escola de Samba
Beija-Flor, em Nilópolis. Lá criou e organizou
diversos programas sociais de inclusão da
população carente, o que se tornaria sua marca
registrada.
Aliando criatividade, verve, liderança e
ousadia, Trinta criou uma visualidade de grande
impacto para diferentes enredos.
Após 17 anos na Beija-Flor, Joãozinho Trinta
transferiu-se para a Escola de Samba Unidos do
Viradouro. Em 1996, sofreu um derrame que deixou
seqüelas, paralisando um dos lados de seu corpo.
Mesmo assim continuou trabalhando.
No Carnaval de 2004, Joãozinho Trinta foi
homenageado pela Escola de Samba Acadêmicos da
Rocinha, que elegeu como tema sua vida e sua
obra, num desfile que foi considerado um
"tributo ao grande mestre".
Em novembro de 2004, Joãozinho Trinta sofreu
novo derrame e foi internado no Hospital
Samaritano, no Rio de Janeiro.
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