Chissano foi, em 1962, um dos fundadores da
Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo),
que, entre 1964 e 1974, organizou a partir da
Tanzânia a guerrilha contra o domínio colonial
português. Foi primeiro-ministro em 1974-1975,
durante o governo provisório. Depois da
proclamação da independência moçambicana de
1975, foi ministro dos Negócios Estrangeiros. De
início desenvolveu estreita colaboração com o
bloco comunista, passando posteriormente a pôr
em prática uma política de país não-alinhado,
o que lhe garantiu a ajuda dos países
ocidentais. Secretário-geral da Frelimo e
presidente de Moçambique a partir de 1986,
renunciou em 1990 ao sistema econômico
planificado e ao marxismo-leninismo como doutrina
oficial do Estado, adotando uma constituição
pluralista. Em 1992 teve fim a guerra civil que
assolava o país desde a independência, com a
assinatura de um tratado de paz entre a Frelimo e
a organização direitista Renamo. O desarmamento
que se seguiu foi auxiliado por uma missão de
paz da ONU. As eleições de 1994 deram a maioria
a Chissano.
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