BIOGRAFIAS DE CELEBRIDADES PERSONALIDADES ARTISTAS FAMOSOS


BIOGRAFIA DE

Joaquim Nabuco
(Político, jornalista e escritor brasileiro)
19-8-1849, Recife (PE)
17-1-1910, Washington, Estados Unidos


Obstinado por uma única causa, a Abolição da Escravatura, Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo foi uma das figuras mais importantes para o fim da escravidão no país. Dizia: "Como vê, sou um homem de uma só idéia, mas não me envergonho dessa estreiteza mental porque essa idéia é o centro e a circunferência do progresso brasileiro". De família vinculada à aristocracia açucareira do Nordeste, passou a infância em um engenho, no interior de Pernambuco. Formado pela Faculdade de Direito do Recife, aos 27 anos partiu como adido para Londres, depois para Washington. Encantado com o espírito inglês, a monarquia constitucional, parlamentarista, ficaria sendo para ele a mais alta forma de governo. Retornando ao Brasil, elegeu-se deputado pela Província de Pernambuco (1878). Com grande independência diante do governo e de todos os partidos, incluindo o seu, o Liberal, iniciou campanha contra a política migratória dos governos, em defesa da liberdade religiosa e do sufrágio direto e universal e, sobretudo, do Abolicionismo. Fundou, em 1880, a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, que incentivava a propaganda e a agremiação dos abolicionistas. Retornou, em 1881, à cidade londrina como correspondente do Jornal do Comércio. Escreveu e publicou na capital inglesa O Abolicionista (1883). De volta ao Brasil em 1884, mergulhou de corpo e alma na luta política. Reeleito deputado por Pernambuco em 1885, 1887 e 1889, tornou-se o principal líder abolicionista na Câmara: defendeu a Lei dos Sexagenários; conseguiu uma audiência particular com o papa Leão XIII, influenciando-o na elaboração de uma encíclica contra a escravidão; e contribuiu para a aprovação da Lei Áurea, de 1888. Paralelamente, fez campanha em prol de uma monarquia federativa e popular. Com a Proclamação da República (15 novembro de 1889), intransigente nas convicções monarquistas, afastou-se da política, dedicando-se ao jornalismo e às letras. Escreveu nessa época seus mais prodigiosos livros: Um Estadista do Império (três volumes: 1897, 1898 e 1899) e Minha Formação (1900). Foi redator-chefe do Jornal do Brasil e, cedendo aos apelos da nova política, defendeu o Brasil na questão de limites com a Guiana Inglesa, chefiou a Embaixada Brasileira em Londres (1900) e foi nomeado embaixador em Washington, ocupando o cargo de 1905 até sua morte, em 1910.


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