Nasceu em Brookline, Massachusetts, em 29
de maio de 1917. Era filho de uma rica
família católica, ligada ao Partido
Democrata. Alistou-se na Marinha quando
da entrada americana na Segunda Guerra,
seguindo para o Pacífico em 1943. Ferido
quando a lancha-torpedeira que comandava
foi afundada pelos japoneses nas ilhas
Salomão, conseguiu salvar sua
tripulação, foi condecorado e fez
questão de voltar ao serviço ativo. Em
1946 iniciou a carreira política, como
deputado, e defendeu reformas sociais
destinadas a proteger os setores menos
favorecidos da população. Em 1952
elegeu-se senador pelo estado de
Massachusetts e, no ano seguinte, casou
com Jacqueline Lee Bouvier, que
complementaria a imagem pública do
futuro chefe de estado. Em 1960,
tornou-se o 35º presidente dos Estados
Unidos, o mais jovem da história e o
primeiro católico a ocupar o cargo,
depois de vencer por pequena margem o
candidato republicano, Richard Nixon.
Kennedy apoiou uma expedição de cubanos
exilados contra Cuba, no famoso episódio
da invasão da baía dos Porcos, que
resultou num grande fracasso. Quando, em
1962, se soube que a União Soviética
instalara mísseis atômicos em Cuba,
Kennedy pressionou, mesmo com o risco de
provocar uma guerra nuclear, para que os
mísseis fossem retirados e conseguiu o
seu objetivo. No ano seguinte, assinou o
tratado de proscrição de testes
nucleares com o Reino Unido e a União
Soviética. Outra realização em
política internacional foi a criação
da chamada Aliança para o Progresso,
organização de ajuda aos países da
América Latina. O envolvimento no
Vietnã cresceu perigosamente em seu
governo: se em 1960 o número de
assessores militares americanos naquele
país era de 900, no fim de 1962 já eram
11.000. O irmão Robert Francis, que
ocupou o cargo de secretário de Justiça
em seu governo, o ajudou a impor medidas
contra o racismo, o que lhe valeu o apoio
dos negros e da população de origem
latino-americana. Durante seu mandato, a
Casa Branca se caracterizou pelo alto
nível intelectual e social das pessoas
que cercavam o presidente e a
primeira-dama. Em 22 de novembro de 1963,
uma sexta-feira, durante uma visita à
cidade texana de Dallas - com o objetivo
de consolidar a unidade do Partido
Democrata - o Presidente Kennedy foi
atingido fatalmente por duas balas, uma
na garganta e outra na cabeça. Os tiros
supostamente foram disparados por Lee
Harvey Oswald, segundo a conclusão a que
chegou a Comissão Warren, que investigou
o crime. Décadas depois, porém, essa
versão oficial ainda era contestada por
alguns, que viam no episódio sinais de
uma conspiração. Oswald foi assassinado
dois dias mais tarde. A Comissão Warren
foi incumbida de investigar o crime.
Todas as provas obtidas pelos
investigadores incriminavam um certo Lee
Harvey Oswald. Segundo Mark Lane -
advogado que conheceu bem o presidente
Kennedy, estuda seus assassinato há mais
de 20 anos e que colheu informações de
pessoas íntimas de Oswald na época em
que ele servia a Marinha, em Truro, na
Califórnia - Oswald era um agente
secreto. Era o único fuzileiro que sabia
russo e que teve acesso a informações
secretas interessantes para os
soviéticos, como os dados sobre os
aviões U2 . Mark Lane assegura que
Oswald foi enviado à União Soviética
para ser visto como comunista.
Considerado lá um desertor, Oswald volta
para os Estados Unidos com uma esposa
russa e é readmitido sem problemas.
Foram programados contatos entre ele e um
agente da KGB, no México. Durante o
inquérito da Comissão Warren, a CIA
declarou que Oswald tinha contatos com
esse agente soviético, sendo
possivelmente um agente comunista. Oswald
parecia o acusado perfeito, só que não
chegou a ser julgado. Foi assassinado -
dois dias depois de ser preso - por Jack
Ruby, membro da CIA, em Dallas.
Aparentemente, Ruby também trabalhava
para a Máfia americana. Na opinião da
Comissão Warren, Ruby tinha silenciado a
testemunha-chave do caso. Há quem diga
que Kennedy foi morto devido ao seu
posicionamento na guerra do Vietnã.
Muitos americanos apoiavam a
intervenção militar nesse país. Em
setembro de 1963, Kennedy anunciara sua
intenção de retirar as tropas
americanas do Vietnã antes do final do
ano seguinte. Essa política foi
revertida por Lyndon Johnson assim que se
tornou presidente. Johnson enviaria mais
de quatrocentos e cinqüenta mil
reforços para o Vietnã.
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