Nascido em Avaré em 1º de setembro de
1932, José Pires Carvalho era o filho
mais velho do suinocultor Osório
Carvalho e da professora Izabel Pires
Carvalho. Iniciou seus estudos no antigo
Externato São José, formou-se no
magistério na Escola Coronel João Cruz,
antes de formar-se em Direito em Bauru.
Em 1959 elegeu-se vereador e foi o
primeiro a lutar pela instalação de uma
faculdade na cidade natal, defendendo a
causa nas páginas do jornal "A
Tribuna", que fundou e dirigiu com
apoio da família. Mudou-se para
Taquarituba, onde por dez anos dirigiu a
Escola "José Penna". Em 1973,
já bacharelado em pedagogia, mudou-se
para a Capital para trabalhar na
Procuradoria do Estado em vaga
conquistada em concurso público. Primo
do memorialista avareense Jango Pires,
depois de sua aposentadoria passou a se
dedicar à pesquisa da memória regional.
Nos últimos anos publicou três livros
sobre a história local: dois volumes
intitulados "Avaré - Sua Gente,
Seus Fatos" (1995 e 1998) e o de
contos "O Homem da Roça"
(1996). Nos últimos anos fundou a
Editora Arcádia e empenhou-se na
publicação de vários livros de autores
avareenses, como Gesiel Júnior, Joaquim
Negrão, José Leandro Franzolin e Flora
Bocci. Seu último trabalho, intitulado
"30 Contos", não teve tempo de
o publicar. Em 1999 recebeu o título de
"Cidadão Benemérito" da
Câmara de Vereadores e foi escolhido
para ingressar no Instituto Histórico e
Geográfico de São Paulo, indicado pelo
presidente da Academia Paulista de
Letras, o conterrâneo Israel Dias
Novaes. Dono de idéias avançadas e de
rara inteligência, José Pires Carvalho
morreu em São Paulo no dia 31 de julho
de 2001.
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