Um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo, nascido em
Kerioth, localidade da Judéia, foi o que traiu
Cristo e cuja traição deu origem a expressão
beijo de Judas que passou a significar a
traição. Único que não era galileu, dizem as
tradições que foi um dos primeiros a juntar-se
a Cristo e talvez por isso e por ser um dos
poucos instruídos, tomou-se o tesoureiro dos
Apóstolos, ou seja, foi designado para cuidar do
dinheiro comum, e que, por causa de seu amor ao
dinheiro, também foi enganado pelos sacerdotes
que o induziram a mostrar onde estava Jesus a
troco de 30 moedas de prata, que naquele tempo
correspondia ao preço de um escravo, prometendo
que só o prenderiam durante as festividades da
Páscoa Judaica. Depois da última ceia, Jesus
foi orar com os apóstolos no jardim de
Getsêmani. Aproximava-se da meia-noite, quando
por entre os arvoredos do Getsêmani, ele chegou
acompanhado por um destacamento da guarda romana
e grande multidão de pessoas, com espadas, paus,
lanternas e archotes, vindos por ordem do Sumo
Sacerdote José Ben Caifás, para prender Jesus.
O traidor conhecia muito bem os lugares onde O
Salvador gostava de ficar e foi fácil
localizá-lo. Conforme o combinado, em troca de
trinta moedas de prata, identificou-o para os
soldados romanos, beijando-o e chamando-o de
mestre. Imediatamente preso os soldados levaram
Jesus para a casa de Caifás, onde também se
encontrava Anás, seu sogro e diversos outros
sacerdotes. Lá mesmo, improvisaram uma sessão
extraordinária do Conselho, o que habitualmente
era realizado pela manhã no Templo, com a
presença de todos os membros. Conta Mateus
(27:3-10), que ele se arrependeu amargamente
depois que viu a crucificação de Jesus, jogou
as 30 moedas aos pés dos sacerdotes e em
seguida, dominado pelo remorso, suicidou-se
enforcando-se numa figueira. Também segundo a
tradição, os sacerdotes pegaram o dinheiro e
compraram um terreno para servir de cemitério
aos estrangeiros, sendo posteriormente chamado de
Campo do Sangue. No folclore brasileiro é
tradição a malhação de Judas no sábado de
aleluia: um boneco de palha, é enforcado em um
poste ou galhos de árvores e depois de derrubado
a tiros é estraçalhado ou queimado pelo povo.
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