Julia Elizabeth Wells nasceu em
Walton-on-Thames, Inglaterra, no dia
01/10/35, filha de um professor de
trabalhos manuais, Ted Wells, e de uma
pianista, Barbara Wells. Aos dois anos
começou a estudar dança com a tia,
Joan. Quando Julia tinha apenas 4 anos,
seus pais se divorciaram e a menina foi
morar com a mãe e o padrasto, Ted
Andrews, cantor e artista de vaudeville.
Foi Ted Andrews quem descobriu que Julie
possuía uma voz que, devidamente
trabalhada, iria torná-la famosa em toda
Inglaterra. Sendo verificado que sua
laringe era completamente desenvolvida
já aos sete anos, começou a ter aulas
de canto com Madame Lilian Stiles-Allen.
Aos nove já integrava, de vez em quando,
o número formado por sua mãe e seu
padrasto. Deste herdou o sobrenome,
Andrews, adotado legalmente, tendo mudado
também o prenome para Julie. Em 23 de
outubro de 1947 Julie começou sua
carreira profissional cantando árias
como \"Polonaise\" da ópera
Mignon. Seu sucesso foi tamanho que foi
convidada para cantar para a família
real em 1948. Fez um teste de cinema para
a MGM, sendo rejeitada por ser muito
magrinha e meio desajeitada. Mas logo
Julie seria conhecida como \"a mais
jovem soprano da Inglaterra\",
participando de programas de rádio e
televisão, assim como em pantomimas
(show de variedades inglês com canto,
dança e brincadeiras). Ao interpretar
Cinderella numa das pantomimas de Natal,
em 1953, chamou a atenção da diretora
Vida Hope que a achou ideal para
interpretar Polly Brown na versão
americana do musical The Boy Friend (O
Namoradinho). A princípio Julie recusou
deixar a Inglaterra por tanto tempo, mas
depois acabou aceitando e foi para Nova
Iorque estrelar a peça. O musical foi um
sucesso e Julie começou a ser convidada
a fazer testes para vários musicais,
entre eles My Fair Lady (Minha Bela
Dama). Conquistou de vez a América ao
eternizar o papel de Eliza Doolittle, no
ano de 1956. Julie interpretou a florista
que se transforma em dama durante dois
anos na Broadway e um ano e quatro meses
em West End, em Londres, com enorme
sucesso. Em 1960 estrelou Camelot, ao
lado de Richard Burton, ficando um ano e
cinco meses na peça. Pouco tempo depois
dava à luz Emma Kate, sua única filha
com Tony Walton, seu primeiro marido,
talentoso cenógrafo e figurinista. Ao
vê-la em cena interpretando a rainha
Guenevere, em Camelot, Walt Disney
encantou-se com Julie. Chamou-a, então,
para protagonizar o que seria o seu
primeiro filme: Mary Poppins, pelo qual
ganhou o Oscar de melhor atriz do ano de
1964. Sua interpretação da
babá-feiticeira ainda é lembrada por
muitos mas seu maior sucesso, com o qual
é até hoje identificada e amada, ainda
estava por vir. The Sound of Music (A
Noviça Rebelde), é um dos filmes mais
assistidos e foi um tremendo sucesso de
bilheteria na época, quebrando recordes,
e conquistando cinco Oscar. Julie atuou
em alguns filmes entre musicais
(Positivamente Millie, A Estrela), dramas
(Não podes comprar o meu amor e Hawaii)
e suspense (Cortina Rasgada). Após
filmar Darling Lili (Lili, minha
adorável espiã), em 1969, casou-se com
o diretor-produtor-escritor Blake
Edwards, casamento esse que dura até
hoje e rendeu vários frutos, entre os
quais The Tamarind Seed (Semente de
Tamarindo), \"10\" (Mulher Nota
Dez), Victor/Victoria (Vítor ou
Vítoria?) e That\'s Life (Assim é a
Vida). Por sua atuação em
Victor/Victoria Julie recebeu sua
terceira indicação ao Oscar e ganhou
seu quarto Globo de Ouro. Também foi
indicada ao Globo de Ouro como atriz
dramática em That\'s Life e em Duet For
One (Sede de Amar), um de seus melhores
desempenhos no cinema. Em 1995, Julie
Andrews fez um retorno triunfal à
Broadway com a versão teatral de
Victor/Victoria. Dois anos antes,
participou da versão off-Broadway do
musical Putting it Together de Stephen
Sondheim. Julie é a mãe amorosa de
cinco filhos: sua filha Emma, os dois
filhos de Edwards, Jennifer e Geoffrey ,
e Amy e Joanna, estas filhas adotadas
pelo casal em 1974. Com o nome de Julie
Edwards, escreveu três livros
infanto-juvenis, Mandy (1971) e The Last
of the Really Great Wangdoodles (1974) e
o mais recente, de 1999, Little Bo, que
já chegou às livrarias. Há algum tempo
foi anunciado que Julie Andrews havia
perdido a voz, resultado de uma
operação mal sucedida. Fãs do mundo
inteiro ficaram chocados e tristes com a
notícia. Mas ano passado, na entrega dos
Tony Awards, junto com Carol Burnett, sua
grande amiga há quase quarenta anos,
Julie mostrou a todos que está se
recuperando numa cena memorável que
nenhum fã poderá esquecer. Após nove
anos desde Fine Romance, ela agora acaba
de terminar a filmagem de seu novo
longa-metragem, Relative Values, ao lado
do maravilhoso Colin Firth e de Stephen
Fry, entre outros. Baseado na peça de
Noel Coward, promete ser um grande
sucesso, e deverá estrear nos cinemas do
mundo inteiro esse ano, mais precisamente
em Maio. E outro filme \"One Special
Night\", desta vez para a
televisão, onde mais uma vez Julie
contracena com James Garner, foi
transmitido no final de 1999, nos EUA.
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