Laura Cardoso nasceu na Capital de São Paulo, na
Bela Vista, conhecido como Bairro do
Bexiga. Era o dia 13 de setembro de 1927.
Filha, neta e bisneta de portugueses, tem orgulho
de sua raça e amor por sua gente. Desde de
garota, 6 anos, 7 anos, começou a brincar de
fazer teatrinho, com as crianças,
amiguinhos do bairro. Brincava descalça nas
ruas, gostava da vida.
Magrinha, franzina, tinha, porém, olhos grandes
e vivos. Quando estava com 14, 15 anos, pensou em
entrar para o rádio. A mãe não gostou, mas o
pai, com quem sempre se deu, a apoiou. E Laura
foi fazer o teste na Rádio Cosmos. Seu nome,
porém, que é Laurinda de Jesus Cardoso, não
foi aprovado. E veio o Laura Cardoso, que ela
mesma gostou. Julio Atlas percebeu o valor da
garota, que desde então não deixou mais de
representar.
Inteligente, viva, foi logo crescendo. E
namorando. Foi para a Rádio Tupi, para a
Difusora. Foi ali que conheceu Fernando Baleroni,
com quem se casou e com quem teve duas filhas:
Fátima e Fernando.
A televisão, para ela, aconteceu em 1952, dentro
do programa Tribunal do Coração,
escrito por Vida Alves. E, como um meteóro,
Laura cresceu. Adaptou-se perfeitamente ao novo
veículo de comunicação. Fez Canção
Sagrada, fez O Castelo do Homem Sem
Alma, fez A Estranha Passageira
; e passou para as novelas. Fez: Um Lugar
ao Sol, e várias outras. Passou para a
Globo. Ali sempre ganhou papéis de destaque, em
novelas como: Mulheres de Areia,
Irmãos Coragem, Salsa e
Merengue, Livre para Voar,
Felicidade, Pão pão, beijo,
beijo e várias outras. Teatro, no entanto,
é sua grande paixão. Ali ganhou inúmeros
prêmios, fazendo: A Herdeira,
Vereda da Salvação, Vem
buscar-me que ainda sou seu, e dezenas de
outros espetáculos.
Também em cinema se salientou, fazendo
Quincas Borba, Terra
Estrangeira.
Detentora de várias dezenas de prêmios, como
melhor atriz, a garota nascida no
Bexiga, em São Paulo, está hoje
entre as três melhores atrizes do Brasil, mas
continua sendo a garotinha emotiva, frágil por
fora, verdadeira guerreira por dentro.
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