No ano de 1923, o pintor lituano Lasar Segall
mudou-se para o Brasil. Já era um artista
conhecido. Contudo, foi aqui que, segundo suas
próprias palavras, sua arte conheceu o
"milagre da luz e da cor".
De família judia, Lasar Segall desde cedo
manifestou interesse pelo desenho. Iniciou seus
estudos em 1905, quando entrou para a Academia de
Desenho de Vilna, sua cidade natal. No ano
seguinte, mudou-se para Berlim, passando a
estudar na Academia Imperial de Berlim, durante
cinco anos. Mudou-se, a seguir, para Dresden,
estudando na Academia de Belas Artes.
Em fins de 1912, Lasar Segall veio ao Brasil,
encontrando-se com seus irmãos, que moravam
aqui. Realizou suas primeiras exposições
individuais em São Paulo e em Campinas, em 1913,
mas regressou à Europa, casando-se, em 1918, com
Margarete Quack.
Fundou, com um grupo de artistas, o movimento
"Secessão de Dresden", em 1919,
realizando, a seguir, diversas exposições na
Europa.
Segall mudou-se para o Brasil em 1923,
dedicando-se, além da pintura, às artes
decorativas. Criou a decoração do Baile
Futurista, no Automóvel Clube de São Paulo, e
os murais para o Pavilhão de Arte Moderna de
Olívia Guedes Penteado.
Já separado de sua primeira esposa, casou-se em
1925 com Jenny Klabin, com quem teve os filhos
Maurício e Oscar. Nessa época, passou a viver
com a família em Paris, onde se dedicou também
à escultura. Suas obras nessa fase remetem à
atmosfera familiar e de intimidade.
Em 1932, Segall retornou ao Brasil, instalando-se
em São Paulo na casa projetada pelo arquiteto
Gregori Warchavchik, seu cunhado. Essa casa
abriga, atualmente, o Museu Lasar Segall.
Sua produção na década de 1930 incluiu uma
série de paisagens de Campos do Jordão e
retratos da pintora Luci Citti Ferreira. Em 1938,
Segall realizou os figurinos para o balé
"Sonho de uma Noite de Verão",
encenado no Teatro Municipal de São Paulo.
Uma retrospectiva de sua obra no Museu Nacional
de Belas Artes, no Rio de Janeiro, foi realizada
em 1943. Nesse mesmo ano, foi publicado um álbum
com textos de Mário de Andrade, Manuel Bandeira
e Jorge de Lima.
Em 1951, Segall realizou uma exposição no Museu
de Arte de São Paulo. Três anos depois, criou
os figurinos e cenários do balé "O
Mandarim Maravilhoso".
O Museu Nacional de Arte Moderna preparou um
grande retrospectiva de sua obra em 1957, em
Paris. Lasar Segall morreu nesse mesmo ano, de
problemas cardíacos, em sua casa, aos 66 anos.
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