Autor do Plano Piloto de Brasília, uma das
maiores realizações urbanísticas do século,
Lúcio Costa foi um pioneiro na moderna
arquitetura brasileira. Natural de Toulouse, na
França, filhos de pais brasileiros, graduou-se
em arquitetura pela Escola Nacional de
Belas-Artes, no Rio de Janeiro, em 1924. Sete
anos mais tarde, foi convidado a dirigir a
escola, onde reformulou o ensino de Arquitetura.
Os métodos de ensino foram abandonados e
adotou-se em seu lugar um currículo baseado nas
teorias funcionais da Bauhaus e de Le Corbusier.
Encontrando, porém, resistência às suas
idéias, mais tarde Lúcio Costa demitiu-se. Em
1936, liderou a equipe de jovens arquitetos,
entre eles Oscar Niemeyer, que, a partir do
traço inicial de Le Corbusier, criaram o
Ministério da Educação, hoje Palácio da
Cultura, no Rio de Janeiro, que viria a se tornar
um marco histórico na arquitetura brasileira.
Três anos depois, conquistou o primeiro lugar
num concurso para escolha do pavilhão brasileiro
na Feira Internacional de Nova York (EUA). Em
1957, venceu o concurso público dedicado à
construção da nova capital brasileira:
Brasília. Situada no árido Planalto Central do
país, a cidade assumiu a forma de um avião.
Enquanto os prédios governamentais foram
dispostos ao longo do principal eixo leste-oeste,
os bairros residenciais ocuparam o norte-sul.
Juscelino Kubitschek inaugurou a nova capital em
abril de 1960. Elaborou também o conjunto
residencial do Parque Guinle (1948-1954), no Rio
de Janeiro, a Vila Monlevade (1935), em Minas
Gerais, a Cidade Universitária da Ilha do
Fundão (1936), no Rio de Janeiro, Casa do
Brasil, na Cidade Universitária de Paris (1950),
sede do 36.º Congresso Eucarístico
Internacional, no Rio de Janeiro (1955) e a sede
central do Jóquei Clube de São Paulo (1956).
Como urbanista, fez mudanças no trânsito do Rio
de Janeiro, realizou o plano de urbanização da
Barra da Tijuca e de Jacarepaguá e alargamento
da Praia de Copacabana.
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