Escritor, dramaturgo e poeta espanhol
(1547-1616). É o principal nome da
Literatura espanhola. Com Don Quixote de
la Mancha, uma sátira aos romances de
cavalaria, torna-se o precursor do
realismo na Espanha. Nasce em Alcalá de
Henares. A partir de 1569, serve como
soldado na Itália. Luta contra os turcos
na Batalha de Lepanto (1571), na qual
perde o movimento da mão esquerda. Em
1575, participa da expedição contra
Túnis. É preso por um corsário árabe
e passa cinco anos em cativeiro. De volta
à Espanha, até 1587, escreve cerca de
30 peças de teatro e seu primeiro livro,
A Galatea (1585). Sem êxito na
literatura, passa a trabalhar como
coletor de impostos. O sucesso chega com
Don Quixote de la Mancha (1605), sua
principal obra. Conta as aventuras e
desventuras de um fidalgo, o
personagem-título, e de seu criado,
Sancho Pança. Dividido entre a ilusão e
a realidade, Don Quixote é considerado o
símbolo do espírito idealista e
aventureiro do ser humano. Já Sancho
Pança é o arquétipo do lado realista e
do bom senso. Escreve ainda Novelas
Exemplares (1613), uma série de 12
pequenas histórias, e a segunda parte de
Don Quixote (1615).
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