|
BIOGRAFIAS DE PERSONALIDADES -
FAMOSOS - NOTORIEDADES
Nélida
Cuinãs Piñon
(Jornalista, romancista, contista e professora
carioca )
1937 - |
Jornalista, romancista, contista e professora
carioca nascida em Vila Isabel, Rio de Janeiro,
então Distrito Federal, eleita (1989) para a
Cadeira n. 30, na sucessão de Aurélio Buarque
de Holanda e a primeira mulher, em 100 anos de
existência da ABL, a integrar a Diretoria e
ocupar a presidência da Casa de Machado de
Assis, no ano do seu I Centenário. Filha de Lino
Piñon Muiños, comerciante, e de Olívia Cuiñas
Piñon, descende de uma família originária de
Catobade, na Galiza, que chegou ao Brasil na
década anterior a do seu nascimento. Desde a
infância foi estimulada para a leitura, e aos
dez anos foi para a Galiza, onde estudou por 13
anos na Espanha antes de entrar para a
Pontifícia Universidade Católica do Rio de
Janeiro, e adquiriu o amor pela terra de seus
pais. Formou-se em Jornalismo pela Faculdade de
Filosofia da Pontifícia Universidade Católica
do Rio de Janeiro (1964). Ainda estudante estreou
com os romances Guia-mapa de Gabriel Arcanjo
(1961) e Madeira feita cruz, romance (1963).
Publicou o livro de contos Tempo das frutas
(1966) e foi editora assistente da revista
Cadernos Brasileiros (1966-1967). Tornou-se
membro do Conselho Consultivo da revista Tempo
Brasileiro (1976), onde ficou por 17 anos. Fez
muitas viagens a vários países, para participar
de congressos, seminários e encontros
internacionais, proferindo conferências e
palestras, sobre temas ligados à cultura, à
literatura e à criação literária. Deu cursos
na City University of New York, na Columbia
University, na John Hopkins University em
Baltimore, na Universidade Católica de Lima, na
Sorbonne, na Universidade Complutense de Madri, e
em outras universidade internacionais. Assumiu
(1991) como titular da cátedra Henry King
Stanford em Humanidades, da Universidade de
Miami, para substituir Isaac Baskins, onde tem
participou de debates e encontros, e proferindo
conferências. Foi escolhida diretora do Arquivo
da a ABL (1990), primeira-secretária (26.6.1995)
e secretária-geral (7.12.1995). Assumiu em
agosto (1996) interinamente a presidência da
Academia Brasileira de Letras, na ausência de
presidente Antonio Houaiss. Também tornou-se
membro do Conselho Editorial da revista Imagem
Latino-Americana, Caracas (1993), da Encyclopedia
of Latin American Literature, Inglaterra (1994) e
da revista Latin American Literature and Arts,
New York (1995). Colunista semanal do jornal O
Dia (Rio de Janeiro, 1995), exerceu cargos no
Conselho Consultivo de inúmeras entidades
culturais do Rio de Janeiro. Ao longo de mais de
35 anos de ininterrupta atividade criadora e com
uma obra traduzida para países como Alemanha,
Itália, Espanha, União Soviética, Estados
Unidos, Cuba e Nicarágua, publicou entre outros
os romances premiados Fundador (1969), A casa da
paixão (1972), o romance autobiográfico A
república dos sonhos (1984), A doce canção de
Caetana (1987), O pão de cada dia (1994), A roda
do vento, romance infanto-juvenil (1996), Até
amanhã, outra vez, romance (1999), Cortejo do
Divino e outros contos escolhidos, contos (2001),
O presumível coração da América, discursos
(2002) e Vozes do deserto, romance (2004).
Recebeu vários prêmios literários como o
Prêmio Walmap (1969), Prêmio Mário de Andrade
(1972), Prêmio da Associação Paulista de
Críticos de Arte e o Prêmio Ficção Pen Clube
(1985), Prêmio José Geraldo Vieira (1987), da
União Brasileira de Escritores de São Paulo,
Prêmio Golfinho de Ouro, pelo Conjunto de Obras,
conferido pelo Governo do Estado do Rio de
Janeiro (1990); Prêmio Bienal Nestlé, pelo
Conjunto de Obras (1991), Prêmio Internacional
de Literatura Juan Rulfo, o mais importante da
América Latina e do Caribe, concedido pela
primeira vez a uma mulher e a um autor de língua
portuguesa (1995) e Prêmio Internacional
Menéndez Pelayo (2003). Também ganhou o
importante prêmio espanhol Príncipe de
Astúrias de Letras (2005), um cheque de 50 mil
euros, na sua 25ª edição, prêmio este
destinado a premiar o trabalho científico,
técnico, cultural, social e humano realizados
por pessoas, equipes de trabalho ou
instituições no âmbito internacional. Sua
candidatura foi proposta por intelectuais do Rio
de Janeiro. Os prêmios Príncipe de Astúrias
são entregues anualmente em oito categorias e o
Brasil já venceu em Cooperação Internacional
com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o
presidente Lula, e na de esporte com a Seleção.
|
| VOLTAR AO ÍNDICE GERAL DE
BIOGRAFIAS |
|
|