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BIOGRAFIA DE
| Nelson
Mandela |
Nelson Rolihlahla Mandela (Qunu, 18 de julho de
1918) é um advogado, ex-líder rebelde e
ex-presidente da África do Sul de 1994 a 1999.
Principal representante do movimento
anti-apartheid, como ativista, sabotador e
guerrilheiro. Considerado pela maioria das
pessoas um guerreiro em luta pela liberdade, era
considerado pelo governo sul-africano um
terrorista. Passou a infância na região de
Thembu, antes de seguir carreira em Direito.
Actividade política
Como jovem estudante do direito, Mandela se
envolveu na oposição ao regime do apartheid,
que negava aos negros (maioria da população)
direitos políticos, sociais e económicos.
Uniu-se ao Congresso Nacional Africano (conhecido
no Brasil pela sigla portuguesa, CNA, e em
Portugal pela sigla inglesa, ANC) em 1942, e dois
anos depois fundou com Walter Sisulu e Oliver
Tambo (entre outros) uma organização mais
dinâmica, a Liga Jovem do ANC/CNA. Depois da
eleição de 1948 dar a vitória aos afrikaners
(Partido Nacional), apoiantes da política de
segregação racial, Mandela tornou-se activo no
CNA, tomando parte do Congresso do Povo (1955)
que divulgou a Carta da Liberdade - documento
contendo um programa fundamental para a causa
anti-apartheid. Comprometido de início apenas
com actos não violentos, Mandela e seus colegas
aceitaram recorrer às armas após o massacre de
Sharpeville (março de 1960), quando a polícia
sul-africana atirou em manifestantes negros,
desarmados, matando 69 pessoas e ferindo 180 - e
a subsequente ilegalidade do CNA e outros grupos
anti-apartheid.
Prisão
Em 1961 ele se tornou comandante do braço armado
do CNA, o chamado Umkhonto we Sizwe (Lança
da Nação, ou MK), fundado por ele e
outros. Mandela coordenou uma campanha de
sabotagem contra alvos militares e do governo,
fazendo também planos para uma possível
guerrilha se a sabotagem falhasse em acabar com o
apartheid; também viajou em coleta de fundos
para o MK, e criou condições para um
treinamento e atuação paramilitar do grupo. Em
agosto de 1962 Nelson Mandela foi preso após
informes da CIA à polícia sul-africana, sendo
sentenciado a 5 anos de prisão por viajar
ilegalmente ao exterior e incentivar greves. Em
12 de junho de 1964 foi sentenciado novamente,
dessa vez a prisão perpétua - apesar de ter
escapado de uma pena de enforcamento), por
planejar acções armadas, em particular
sabotagem (o que Mandela admite) e conspiração
para ajudar outros países a invadir a África do
Sul (o que Mandela nega). No decorrer dos vinte e
seis anos seguintes, Mandela se tornou de tal
modo associado à oposição ao apartheid que o
clamor Libertem Nelson Mandela se
tornou bandeira de todas as campanhas e grupos
anti-apartheid ao redor do mundo.
Enquanto estava na prisão, Mandela enviou uma
declaração para o CNA (e que viria a público
em 10 de Junho de 1980) em que dizia:
Unam-se! Mobilizem-se! Lutem! Entre a
bigorna que é a ação da massa unida e o
martelo que é a luta armada devemos esmagar o
apartheid! [1]
Recusando trocar uma liberdade condicional pela
recusa em incentivar a luta armada (Fevereiro de
1985), Mandela continuou na prisão até
Fevereiro de 1990, quando a campanha do CNA e a
pressão internacional conseguiram que ele fosse
libertado em 11 de fevereiro, por ordem do
presidente Frederik Willem de Klerk. O CNA
também foi tirado da ilegalidade.
Nelson Mandela e Frederik de Klerk dividiram o
Prémio Nobel da paz em 1993.
Presidência do CNA e presidência da África do
Sul
Como presidente do CNA (de julho de 1991 a
dezembro de 1997) e primeiro presidente negro da
África do Sul (de maio de 1994 a junho de 1999),
Mandela comandou a transição do regime de
minoria no comando, o apartheid, ganhando
respeito internacional por sua luta em prol da
reconciliação interna e externa. Alguns
radicais ficaram desapontados com os rumos de seu
governo, entretanto; particularmente na
ineficácia do governo em contar a crise de
disseminação da SIDA.
Mandela também foi criticado por sua amizade
próxima para com líderes como Fidel Castro
(Cuba)(Fidel se opôs ferranhamente ao apartheid,
ao contrário dos EUA) e Moammar Al Qadhafi
(Líbia), a quem chamou de irmãos das
armas. Sua decisão em invadir o Lesoto,
para evitar um golpe de estado naquele país,
também é motivo de controvérsia.
Ele se casou três vezes. A primeira esposa de
Mandela foi Evelyn Ntoko Mase, da qual se
divorciou em 1957 após 13 anos de casamento.
Depois casou-se com Winie Madikizela, e com ela
ficou 38 anos, divorciando-se em 1996, com
divergências políticas entre o casal vindo a
público. No seu 80º aniversário, Mandela
casou-se com Graça Machel, viúva de Samora
Machel, antigo presidente moçambicano e aliado
do CNA. Nelson Mandela nasceu em 18 de Julho de
1918 em Umtata, na África do Sul. Formou-se em
Direito e desde cedo deu inicio à sua actividade
política. Com a implantação do regime
apartheid no país, no final da década de 40,
assumiu frontalmente a sua oposição à
segregação e aos preconceitos raciais. Em
consequência foi sujeito à prisão e julgamento
em 1962, sendo apenas livertado pelo presidente
Frederik de Klerk em 1990. Mandela tornou-se
então líder do Congresso Nacional Africano
(ANC), do qual já de à muito se tornara
referencia. A sua experiência de luta contra o
Apartheid, a sua postura de moderado no período
de transição para uma ordem democrático não
segregatícia, o claro objectivo de operar a
reconciliação nacional que norteou as suas
relações com o Presidente de Klerk, valeram-lhe
um inesgotável prestígio no país e no
estrangeiro. Mandela é provavelmente o político
com maior autoridade moral no continente
Africano, o que lhe tem permitido desempenhar o
papel de apaziguador de tensões e conflitos. Em
1993, com de Klerk, recebeu o Prémio Nobel da
Paz, pelos esforços desenvolvidos no sentido de
acabar com a segregação racial. Em Maio de
1994, tornou-se ele próprio o presidente da
África do Sul, naquelas que foram as primeira
eleições multirraciais do país. Cercou-se,
para governar, de personalidades do ANC, mas
também de representantes de linhas políticas.
Afastamento da política
Após o fim do mandato de presidente, em 1999,
Mandela voltou-se para a causa de diversas
organizações sociais e de direitos humanos. Ele
recebeu muitas distinções no exterior,
incluindo a Ordem de St. John, da rainha Isabel
II, e a Medalha presidencial da Liberdade de
George W. Bush.
Ele é uma das duas únicas pessoas de origem
não-indiana a receber o Bharat Ratna -
distinção mais alta da Índia - em 1990. (A
outra pessoa não-indiana é a Madre Teresa de
Calcutá.)
Em 2001, ele se tornou cidadão honorário do
Canadá e também um dos poucos líderes
estrangeiros a receber a Ordem do Canadá.
Em 2003, Mandela fez alguns pronunciamentos
controversos, atacando a política externa do
presidente estadounidense Bush. No mesmo ano, ele
anunciou seu apoio à campanha de arrecadação
de fundos contra a SIDA chamada 46664 - número
que lembra a sua matrícula prisional.
Em junho de 2004, aos 85 anos, Mandela anunciou
que se retiraria da vida pública. Sua saúde tem
sofrido abalos nos últimos anos e ele deseja
aproveitar o tempo que lhe resta com a família.
Fez uma exceção, no entanto, por seu
compromisso em lutar contra a SIDA. Naquele mesmo
mês ele viajou para a Indonésia, a fim de
discursar na XV Conferência Internacional sobre
SIDA.
Em novembro de 2006, foi premiado pela Anistia
Internacional com o prêmio Embaixador de
Consciência 2006 em reconhecimento à liderança
na luta pela proteção e promoção dos direitos
humanos.
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