Poeta, romancista e dramaturgo paulista
(11/1/1890-22/10/1954). José Oswald de
Sousa Andrade nasce em São Paulo, em uma
família rica. Estuda na Faculdade de
Direito do Largo São Francisco e, em
1912, viaja para a Europa. Em Paris,
entra em contato com o futurismo e com a
boemia estudantil. De volta a São Paulo
faz jornalismo literário. Em 1917,
defende a pintora Anita Malfatti de uma
crítica devastadora de Monteiro Lobato.
Ao lado dela, do escritor Mário de
Andrade e de outros intelectuais,
organiza a Semana de Arte Moderna de
1922. Com Pau-Brasil (1925), junta o
nacionalismo às idéias estéticas da
Semana de 1922. Em 1926, casa-se com a
pintora Tarsila do Amaral. Dois anos
depois, radicalizando o movimento
nativista, o seu Manifesto Antropofágico
propõe que o Brasil devore a cultura
estrangeira e crie uma cultura
revolucionária própria. Nessa época,
rompe com Mário de Andrade, separa-se de
Tarsila do Amaral e casa-se com a
escritora e militante política Patrícia
Galvão, Pagu. De 1931 a 1945, milita no
Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, em
1933, lança o romance Serafim Ponte
Grande. São dele ainda o livro Memórias
Sentimentais de João Miramar (1924) e as
peças O Homem e o Cavalo (1934) e O Rei
da Vela (1937). Morre em São Paulo.
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