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BIOGRAFIA DE

Paulo Salim Maluf
(Engenheiro,Empresário e Político)
03-09-1931-São Paulo

Filho do imigrante libanês Salim Farah Maluf, e de Maria Estéfano Maluf, uma família de industriais que no inicio do século passado resolveram investir na América do Sul, no início fabricavam compensados e outros laminados prensados, quando fundaram a Eucatex. Ingressa na politica no movimento estudantil da Universidade de São Paulo, onde durante o curso de engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo faz parte do Grêmio dos Estudantes da Faculdade. Forma-se em 1954, passando a ser diretor-superintendente das empresas da família, que são comandadas por seu irmão Roberto. Em 1955 casou-se com Sílvia Lutfalla com quem tem quatro filhos e treze netos.
Em 1964, tornou-se vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo.
Resolve integrar-se na política, graças à amizade com o general Artur da Costa e Silva e sua mulher Iolanda Costa e Silva. Com a eleição do general que era o então chefe da chamada "linha dura" do regime militar - para presidente pelo Congresso Nacional em 1967, Maluf foi indicado para a presidência da Caixa Econômica Federal em São Paulo nos anos de 1967 e 1968.
Com a saída da prefeitura, começou a articular para chegar ao governo de São Paulo. Maluf apostara na candidatura à Presidência do ministro do Exército, Sílvio Frota, da linha-dura. O presidente Geisel, que apoiava o general João Baptista Figueiredo, demitiu Frota em outubro de 1977. Sem esperança de ser indicado pelo presidente, Maluf visitou todos os 1.261 delegados que iriam votar na convenção da Arena. Em abril, Geisel escolheu Laudo Natel. Confiante, Natel nem procurou os delegados. Na convenção, em junho de 1978, Maluf cumprimentava todos os arenistas chamando-os pelo nome. Venceu por 617 votos a 589 e foi eleito para o governo do estado de São Paulo.
Na disputa pelo governo do estado perdeu em 1986 para Orestes Quércia e ficou em terceiro lugar.

Em 1988, liderou as pesquisas a prefeito de São Paulo até a última semana, quando foi superado por Luiza Erundina do (PT). Em 1989, na primeira eleição direta para presidente após a ditadura, Maluf tenta de novo a Presidência, mas ficou em 5º lugar, perdendo para Fernando Collor de Mello (PRN). Na sua campanha presidencial, defendeu em ato público a pena de morte para estupradores.
Em 1990 perdeu para Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB) no segundo turno, novamente disputando o governo do estado.
Maluf ganha a eleição para a Prefeitura de São Paulo em 1992, superando Eduardo Suplicy (PT) no segundo turno com 53% dos votos.

Nesse último mandato como prefeito, alcançou o maior índice de aprovação da história de São Paulo, com cerca de 93%. Essa porcentagem gigantesca deveu-se, principalmente, aos projetos sociais implantados por Maluf, como o Cingapura e o Leve Leite, além da reestruturação do sistema de saúde através do PAS. Além disso, Maluf realizou diversas obras por toda a cidade, acompanhando o aumento da frota de automóveis em circulação e, consequentemente, gerando vários empregos

Em 1996, graças a sua popularidade na época, conseguiu eleger Celso Pitta para sucedê-lo na prefeitura. Pouco depois, Pitta e Maluf tornar-se-iam inimigos políticos e a péssima atuação de Pitta à frente do cargo acabou por prejudicar gravemente a imagem de Maluf.

Em 1998 perdeu para Mário Covas (PSDB) no segundo turno para o governo do estado de São Paulo, obtendo 44,6% dos votos contra 55,3 de seu adversário. Em 2000 perdeu a prefeitura no segundo turno para Marta Suplicy (PT), que teve 58,51% dos votos. Em 2002, perdeu logo em primeiro turno nas eleições para o governo de São Paulo, decidindo apoiar no segundo turno o petista José Genoino, que acabou perdendo para o governador tucano Geraldo Alckmin, que conseguiu a reeleição.

Nas eleições municipais de 2004 ficou atrás de José Serra e Marta Suplicy, totalizando 11,91% dos votos, seu pior desempenho na disputa da prefeitura paulistana.
Em 2006, em vez de disputar novamente o governo do estado de São Paulo, como era especulado, Maluf concorreu a deputado federal e venceu, sendo o deputado federal mais votado do estado e, conseqüentemente, do país, com mais de 739 mil votos.


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