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BIOGRAFIAS DE CELEBRIDADES PERSONALIDADES ARTISTAS
FAMOSOS
BIOGRAFIA DE
Pixinguinha
(Compositor, instrumentista e arranjador
brasileiro)
23-4-1897, Rio de Janeiro (RJ)
17-2-1973, Rio de Janeiro (RJ) |
Alfredo da Rocha Vianna Filho ou Pixinguinha,
nome que mistura o dialeto africano "Pizin
Din" (menino bom), dado por uma prima, com
"Bexiguinha", por ter contraído
bexiga, foi um dos músicos mais importantes da
fase inicial da Música Popular Brasileira (MPB).
Com um domínio técnico e um dom de
improvisação encontrados nos grandes músicos
de jazz, é considerado o maior flautista
brasileiro de todos os tempos, além de um
irreverente arranjador e compositor. Entre suas
composições de maior sucesso estão Carinhoso
(1923), Lamento e Rosa. Neto de africanos,
começou a tocar, primeiro cavaquinho, depois uma
flautinha de folha, acompanhando o pai que tocava
flauta. Aos 12 anos, compôs sua primeira obra, o
choro Lata de Leite. Aos 13, gravou seus
primeiros discos como componente do conjunto
Choro Carioca: São João Debaixo D'Água,
Nhonhô em Sarilho e Salve (A Princesa de
Cristal). Aos 14, estreou como diretor de
harmonia do rancho Paladinos Japoneses e passou a
fazer parte do conjunto Trio Suburbano. Aos 15,
já tocava profissionalmente em casas noturnas,
cassinos, cabarés e teatros. Em 1917, gravou a
primeira música de sua autoria, a Valsa Rosa, e,
em 1918, o choro Sofres Porque Queres. Nessa
época, desenvolveu um estilo próprio, que
mesclava seu conhecimento teórico com sua origem
musical africana e com as polcas, os maxixes e os
tanguinhos. Aos 20 anos formou o conjunto Os Oito
Batutas (flauta, viola, violão, piano, bandolim,
cavaquinho, pandeiro e reco-reco). Além de ter
sido pioneiro na divulgação da música
brasileira no exterior, adaptando para a técnica
dos instrumentos europeus a variedade rítmica
produzida por frigideiras, tamborins, cuícas e
gogôs, o grupo popularizou instrumentos
afro-brasileiros, até então conhecidos apenas
nos morros e terreiros de umbanda, e abriu novas
possibilidades para os músicos populares. Na
década de 1940, sem a mesma embocadura para o
uso da flauta e com as mãos trêmulas devido à
sua devoção ao uísque, Pixinguinha trocou a
flauta pelo saxofone, formando uma dupla com o
flautista Benedito Lacerda. Fez uma parceria
famosa com Vinícius de Moraes, na trilha sonora
do filme Sol sobre a Lama, em 1962.
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