Bandeirante paulista do século XVII nascido em
São Miguel de Beja, Portugal em 1598. Em 1628
convicto de que lucros ambiciosos jaziam no
sertão, desafiando a coragem dos audaciosos,
Raposo dedicou-se a organizar uma bandeira que
realizasse o seu sonho. Aprontou uma das maiores
e mais poderosas que foram organizadas. Em
setembro Tavares deixou São Paulo, acompanhado
de sua gente, que eram 3.000 homens. Tomando o
caminho do Sul, e seguindo até alcançar as
cabeceiras do Nordeste, fixou-se em pontos
convenientes daquela região. Empenhou-se em
assegurar a posse dos atuais Estado do Paraná,
Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso;
ocupados então pelas reduções jesuítas. Na
confusão da luta, vários indígenas conseguiram
fugir, indo refugiar-se no aldeamento jesuístico
em Guaíra; em terras espanholas. O bandeirante
não se conformou. Não podia deixar fugir assim
aquele lucro esperado, certo de que afinal
julgava merecido. Não hesitou, ordenou seus
comandantes a capturar os fujões. Aquela
povoação não ia abrigar mais nenhum índio
medroso. Mandou incendiá-la completamente,
capturando não só os que haviam refugiado, como
também os 3.000 escravos indígenas que depois
foram vendidos a outras capitanias brasileiras.
Durante certo tempo os índios representavam o
que de maior havia no sertão. Era muito mais
fácil encontrá-los do que descobrir minas ou
batear rios. Nome completo: Antônio Raposo
Tavares
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