Antes de ser o compositor de ópera mais
apreciado desde Wagner, Strauss já era conhecido
por suas sinfonias, inspiradas quase sempre em
obras literárias: Don Juan (1888), Morte e
Transfiguração (1889), Till Eulenspiegel
(1895), Assim Falou Zaratustra (1896, adaptação
livre da obra de Frederich Nietzsche), ou Dom
Quixote (1897). Em 1915, surgiu Sinfonia dos
Alpes, uma composição grandiosa que incluía
máquinas de vento e órgão, estruturada num
único movimento de quase uma hora de duração.
Já havia conseguido o seu primeiro triunfo como
compositor de ópera com a obra num só ato
Salomé (1905). Com a adaptação de Elektra
(drama de Hugo von Hoffmannsthal), em 1909, para
a ópera, iniciava-se uma etapa frutífera de
colaboração entre ambos os artistas, refletida
num intenso intercâmbio epistolar. Outras
óperas baseadas em libretos de Hoffmannsthal
são O Cavaleiro da Rosa (1911), inspirada em
Mozart; a classicista Ariadna auf Naxos (1912),
revista em 1916, e as românticas Die Frau ohne
Schatten (1919), Die Agyptische Helena (1928) e
Arabella (1933). Suas óperas posteriores não
obtiveram o reconhecimento alcançado pelas
anteriores. Ambos os artistas foram os fundadores
em 1917 do festival de Salzburgo. Aliados às
óperas e às sinfonias, os lieder foram o
terceiro campo de inspiração de Strauss. Entre
as mais de 200 composições para violino e
orquestra, os denominados Quatro Últimas
Canções (1948) são os mais conhecidos. A obra
de Strauss alcançou os limites da tonalidade sem
chegar a ultrapassá-los. Sua carreira musical
havia-se iniciado com o cargo de maestro em
Meiningen, Munique e Weimar. Em 1898, estreou na
Ópera de Berlim, da qual passou a ser diretor
musical em 1908. Dirigiu a Ópera de Viena de
1919 a 1924, em colaboração com Franz Schalk.
Apresentou também diversos concertos no exterior
como maestro convidado. Durante o regime nazista,
entre 1933 e 1935, foi diretor honorário do
Departamento de Música do Reich.
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