Depois de estrear na Jovem Guarda, na Televisão
Record, junto com Erasmo Carlos e Wandeléia, em
1965, quando, superando as expectativas, fez do
programa um grande sucesso de público, Roberto
Carlos tornou-se o cantor mais popular do país,
batendo o recorde de vendagens de discos. Na
época, com cabelos longos, roupas à moda
Beatles e utilizando-se de mitos do universo do
jovem urbano, como o carro e a velocidade e
falando muitas gírias, virou o ídolo de uma
juventude influenciada pelo recém-surgido
rock'n'roll norte-americano e inglês. São seus
os arranjos de músicas como Quero que Tudo o
mais Vá pro Inferno e Namoradinha de um Amigo
Meu e lotou as salas de cinema com seus filmes:
Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1968) e
Roberto Carlos a 300 km por Hora (1971). A partir
da década de 1970, deixou de tocar guitarra e
passou a cantar músicas românticas, cujos temas
mais constantes são o amor, a infância e o
sonho. Filho de um relojoeiro e de uma
costureira, aos 7 anos ingressou no
conservatório de música para estudar piano. Aos
9, já participava de programas de rádio em sua
cidade natal, Cachoeiro do Itapemirim, imitando o
estilo de cantar dos caubóis norte-americanos.
Em 1955, mudou-se com a família para Niterói,
no Rio de Janeiro, onde, ao mesmo tempo que
tentava a vida como auxiliar administrativo do
Ministério da Fazenda, participou de programas
de calouros no rádio, cantando boleros e
sambas-canção. Transferindo-se em 1958 para a
cidade do Rio de Janeiro, conheceu Erasmo Carlos
e, com ele e Tim Maia, formou o conjunto The
Snakers, logo transformado em The Sputniks.
Depois de gravar um 78 rotações de canções de
bossa nova, que não teve repercussão, lançou
em 1961 seu primeiro LP, com Erasmo Carlos, que
inclui versões como Parei na Contramão; Só por
Amor; Splish, Splash. Em 1963, obteve grande
sucesso com Calhambeque e, em 1965, foi escolhido
para estrear na TV Record. Outros grandes sucesso
são: As Curvas da Estrada de Santos (1969),
Jesus Cristo (1970) e Detalhes (1971).
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