Humorista brasileiro nascido na cidade de São
Carlos, no interior do Estado de São Paulo, um
dos pioneiros da TV brasileira, criador de
personagens que se tornaram célebres na telinha
e cuja biografia se confunde em muitos momentos
com a história da televisão no Brasil.
Trabalhou como alfaiate e funileiro e começou a
carreira artística nos anos da II Grande Guerra,
quando participou de um grupo de acrobacias
aquáticas, o Aqualoucos. Em meados do século
passado ingressou no rádio onde conheceu o
português/brasileiro Manuel da Nóbrega, pai de
Carlos Alberto da Nóbrega, que em pouco tempo o
levou para a telinha para trabalhar no
humorístico Praça da Alegria. Pacífico, seu
primeiro personagem marcante da televisão,
nasceu (1956) e se tornou famoso com o bordão ô
Cride. No cinema estreou na comédia Um Marido
Barra Limpa (1957), de Luís Sérgio Person.
Depois participou de chanchadas como Os Três
Cangaceiros (1961), onde contracenou ao lado de
Ankito e Grande Otelo. Levou para a televisão
seu personagem Bronco (1967), que já fazia
sucesso no cinema. O Carlos Bronco Dinossauro
estreou no humorístico A Família Trapo
(1967-1971), da TV Record, e acabou se
transformando no mais divertido e atrapalhado
personagem do seriado. Seu único fiasco foi
Superbronco (1979), uma cópia da série
norte-americana Mork and Mindy, criada por Boni,
na Globo, e exibida em 29 episódios. Nos
últimos anos trabalhou no SBT em programas como
A Praça É Nossa, onde interpretava Pacífico, e
Meu Cunhado, humorístico semanal que ressuscitou
seu personagem mais famoso, o Bronco. Em maio
(2004), pouco mais de um mês após ter passado
por uma cirurgia para a implantação de um
marcapasso, o humorista ainda estava se
recuperando quando houve necessidade de passar
por outra cirurgia, no hospital Sírio-Libanês,
em São Paulo, para retirada de um coágulo no
cérebro. O comediante morreu aos 76 anos, no dia
27 de setembro, na Unidade de Terapia Intensiva
do Hospital São Luiz, no Morumbi, zona oeste de
São Paulo, vítima de infecção generalizada
proveniente de infecção pulmonar, onde estava
internado desde o dia 8. Amigo dos presidentes
Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, João
Goulart e Costa e Silva, foi definido
politicamente uma vez como um direitista danado
pelo diretor da Praça, Carlos Alberto da
Nóbrega, para quem sua maior qualidade era o
improviso.
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