Um dos 12 primeiros apóstolos de Cristo e
nascido em Caná, a 14 quilômetros de Nazaré,
na Galiléia, e que foi apresentado a Jesus pelo
apóstolo e seu maior amigo Filipe, sob uma
figueira. Filho de Tholmai e também conhecido
como Natanael, assim como Tomé, era um viajante
e atuou em áreas como Índia, Armênia, Irã,
Síria e por algum tempo na Grécia, com Filipe,
especialmente na Frígia. Além dos evangelhos de
João, Mateus, Marcos e Lucas, os Atos referem-se
a ele como um dos Doze. Porém de suas atividades
apostólicas não há notícias certas. Uma
tradição diz que ele trazia consigo o Evangelho
Herético de Matias, escrito em hebraico, e o
perdeu. As poucas anotações que restaram da era
sub-apostólica e patrística indicam que este
evangelho judeu era bastante diferente dos
evangelhos gregos gentis de Mateus, Marcos, Lucas
e João, assim como eram os tão chamados
evangelhos judaico-cristãos heréticos dos
Nazarenos, Ebionitas e Hebreus, dos quais só
restaram fragmentos. Diferentemente dos
evangelhos gentis, estas tradições consideravam
o Espírito Santo como a Divina Mãe de Cristo e
não adoravam Jesus como uma divindade, mas como
um irmão mais velho e líder da comunidade dos
santos de Deus Muitas de suas obras são
conhecidas através de traduções como O
Evangelho de Bartolomeu, Pregação de São
Bartolomeu no Oásis e a Pregação de Santo
André e São Bartolomeu. Uma antiga tradição
armênia afirma que ele foi para a Índia e lá
pregou àquele povo a verdade do Senhor Jesus
segundo o Evangelho de São Mateus. Depois que
naquela região converteu muitos a Cristo,
superando extremas dificuldades, passou para a
Armênia Maior, onde converteu o rei Polímio, a
sua esposa e muitos outros homens, em mais de
doze cidades. Essas conversões, no entanto,
provocaram uma enorme inveja dos sacerdotes
locais, que, por meio do irmão do rei Polímio,
conseguiram a ordem de tirar a sua pele e depois
decapitá-lo. Sua festa votiva é em 24 de
agosto.
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